Publicado 05 de Março de 2020 - 7h56

Por Agência Brasil

Trabalhos de resgate, interrompidos na madrugada e retomados pela manhã de ontem, prosseguem hoje

Glauber Bedini/Govesp

Trabalhos de resgate, interrompidos na madrugada e retomados pela manhã de ontem, prosseguem hoje

Já são 24 os mortos em decorrência das chuvas na Baixada Santista. Segundo balanço divulgado no início da noite de de ontem pela Defesa Civil de São Paulo, há ainda 25 pessoas desaparecidas. 

A cidade do Guarujá foi a mais afetada pelos efeitos dos temporais dos últimos dias: 19 pessoas morreram em decorrência das chuvas na cidade e 19 ainda estão desaparecidas. Em Santos foram três mortos e cinco desaparecidos. Em São Vicente, dois mortos e uma pessoa ainda está desaparecida. 

Desabrigados

O número atual de desabrigados soma 151 pessoas na cidade do Guarujá; três em São Vicente; 150 em Santos e 102 em Peruíbe. 

Nota mais recente da Defesa Civil aponta que os corpos de 20 pessoas já foram identificados e liberados para as famílias pelo Instituto Médico Legal. Entre os mortos estão um bebê de 10 meses e três crianças, de três, seis e onze anos de idade. 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os trabalhos de resgate, salvamento e identificação das vítimas continuam. No fim da noite de terça-feira, informou o órgão, o trabalho do Corpo de Bombeiros precisou ser interrompido momentaneamente em alguns pontos por causa do risco de novos deslizamentos. Mas as ações foram retomadas ontem, concentrando-se no Morro do Fontana (Santos), no Parque Prainha (São Vicente) e nos Morro do Macaco, Barreira João Guarda e Morro do Engenho (Guarujá). Os trabalhos na Vila Valença (São Vicente) e morros da Penha e do Tetéu, em Santos, já foram concluídos.

Ontem também foi publicada no Diário Oficial do Estado a homologação dos decretos municipais de situação de calamidade pública no Guarujá e de situação de emergência em Santos e São Vicente, assinados pelo governador do Estado, João Doria. Agora, segundo o governo paulista, esses decretos seguem para a Defesa Civil Nacional para o devido reconhecimento federal.

Morreu como herói

"Ele morreu como um herói, fazendo o que gosta", disse Ana Moraes, viúva de Rogério de Moraes Santos, de 43 anos, um dos dois bombeiros que morreram enquanto tentavam salvar uma mulher e um bebê no Guarujá, cidade mais atingida pelas chuvas na Baixada Santista esta semana.

A dupla participava do resgate quando houve um novo deslizamento. "Só tenho a agradecer por ter compartilhado esses 23 anos com ele", acrescentou a dona de casa ontem, durante o velório.

Volume de chuvas

O Núcleo de Gerenciamento de Emergência da Defesa Civil do Estado indicou que a chuva acumulada nos temporais em 72 horas no Guarujá foi de 405 milímetros, 267mm em São Vicente e de 359mm em Santos. A média histórica prevista para a Baixada Santista durante todo o mês de março é de 257,3 milímetros.

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