Publicado 05 de Março de 2020 - 5h30

O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, fechou o ano passado com crescimento de 1,1% frente a 2018. O resultado foi alcançado após a variação do quarto trimestre de 2019, que teve alta de 0,5% na comparação com o período anterior.Na comparação com o mesmo trimestre de 2018 houve elevação de 1,7%, o décimo segundo resultado positivo consecutivo após 11 trimestres de queda.Os números foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 7,3 trilhões no ano. Do total, R$ 6,2 trilhões se referem ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 1,0 bilhão aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.Segundo o órgão, a agropecuária e serviços cresceram 1,3% e a indústria 0,5%.O PIB per capita variou 0,3% em termos reais e atingiu R$ 34.533,00 em 2019.Crescimento

De acordo com o IBGE, a expansão de 1,1% do Valor Adicionado a preços básicos e a alta de 1,5% no volume de Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios contribuíram para o crescimento do PIB em 2019.Em 2018 e 2019 foi de 1,3%

Segundo a coordenadora de contas nacionais do IBGE, Rebeca Paris, apesar de ser o terceiro ano consecutivo de crescimento, a economia brasileira ainda está no patamar do primeiro trimestre de 2013. Em 2017 e 2018, o PIB foi de 1,3%, ou seja, maior do que no ano passado. “Não recuperou a perda ainda”, disse Rebeca se referindo às quedas que ocorreram em 2015 e 2016.A taxa de investimento do ano passado ficou em 15,4% do PIB e superou o obtido em 2018, quando registrou 15,2%.A taxa de poupança que tinha sido de 12,4% em 2018, caiu para 12,2% no ano passado.O IBGE informou ainda que a variação no valor adicionado da agropecuária no ano passado (1,3%) resultou do desempenho positivo tanto na agricultura como na pecuária.Os destaques foram o milho (23,6%), algodão (39,8%), laranja (5,6%) e feijão (2,2%).Na indústria, o desempenho da atividade eletricidade e gás, água, esgoto e de gestão de resíduos, que cresceu 1,9% na comparação a 2018, foi o destaque positivo.Com o crescimento de 1,6% em 2019, o setor da construção civil registrou o primeiro resultado positivo depois de cinco anos seguidos de queda.O consumo das famílias cresceu 1,8% e o consumo do governo federal caiu 0,4%. (Agência Brasil)