Publicado 07 de Março de 2020 - 5h30

A Polícia Civil de Campinas abriu inquérito para investigar uma agressão de um grupo de policiais militares ca um advogado, em frente ao plantão do 1 Distrito Policial (DP), na madrugada do último domingo, dia 1. O espancamento foi registrado por câmaras de segurança. O advogado registrou Boletim de Pcorrência (BO) dois dias após a agressão. "As imagens são fortes e totalmente reprováveis. É repugnante. Por mais que o advogado tenha falado algo, nada justifica a ação" , disse o delegado titular do DP, Hamilton Caviolla Júnior.

O espancamento aconteceu após o registro de um boletim de ocorrência de desacato feito pela Polícia Militar (PM) contra o advogado e um amigo dele.

A confusão teria começado em um bar, na região do Parque Gramado, no final da tarde do dia 29. O advogado estava com amigos no local quando em dado momento, um dos amigos se envolveu em uma confusão na parte externa do estabelecimento. Como havia policiais no local e o amigo estaria sendo hostilizado por eles, o advogado teria ido até o amigo para se inteirar do fato e acabou sendo rendido por um PM, que o teria dado um "mata leão" e em seguida o algemado e o colocado no "chiqueirinho" da viatura, sozinho.

O advogado e o amigo teriam sido colocados separados, na cela do DP, sem qualquer tipo de informação sobre a prisão. Eles foram liberados, segundo consta, cerca de 3h30 após o registro da ocorrência.

Pelas imagens, o advogado sai sozinho. O amigo e um advogado saiu instantes antes e o aguardavam do lado de fora. Ainda pelas imagens é possível ver o momento em que o advogado deixa a sala de espera da delegacia e se dirige a uma das saídas, quando é seguido por um PM, que o ataca pelas costas e depois o atinge com um soco. Na sequência, ele é empurrado e cercado por outros PMs, recebendo mais socos e chutes. Ao menos seis policiais teriam participado da agressão.

As imagens também mostram que depois de escapar, ele atravessa a rua e manda beijos em direção aos policiais. "Vamos oficializar o comando da PM, para que nos ajude a identificar os envolvidos e assim podermos ouvir a todos", disse Caviolla, frisando que o inquérito vai apurar se abuso de autoridade, lesão corporal e danos, já que o advogado afirma que o notebook dele foi danificado durante a ação. Além disso, a investigação também vai verificar sobre o desacato.

Em nota, a Polícia Militar informou que foi instaurado Inquérito Policial Militar para apurar os fatos e que todas as imagens serão analisadas.