Publicado 06 de Março de 2020 - 5h30

Os casos de coronavírus não param de crescer em todo o mundo. A doença já se instalou em quase 70 países com mais de três mil mortes. No Brasil, o trabalho que vem sendo feito pelo Ministério da Saúde é elogiado pelos especialistas e merece destaque pela seriedade na difusão de orientações à população sobre como se prevenir e na transparência das atualizações diárias sobre a situação em todo o País.

As redes sociais, num momento delicado como o atual, podem funcionar tanto como grandes aliadas no combate à desinformação, como também ser utilizadas para espalhar falsas ideias sobre o vírus. O fluxo de informações pouco rigorosas ou errôneas que se amplificam rapidamente pelas redes é encarado como um problema sério para a saúde pública.

Esta semana o Facebook se comprometeu com a Organização Mundial de Saúde (OMS) para colocação de anúncios gratuitos com objetivo de alertar corretamente as pessoas sobre os riscos que correm e o modo como devem reagir à epidemia. Os usuários do Facebook que fizerem pesquisas sobre o coronavírus vão ser direcionados para a OMS ou para os agentes de saúde de cada localidade. Importante ainda, caso o usuário da rede resida num país onde há casos confirmados de contágio, a plataforma passará a enviar para os seus feeds notícias com atualizações sobre infectados. O Facebook, que tem mais de dois bilhões de usuários ativos por mês, garantiu que irá remover alegações e teorias falsas sobre o tema em seus conteúdos, contando para tal com ajuda de especialistas da área.

Outras plataformas digitais estão tomando também medidas em relação à desinformação sobre a epidemia. O Pinterest, por exemplo, encaminha quem pesquisa sobre coronavírus para uma página com informações confiáveis sobre a doença, conforme informou a Agência Brasil. É tão grave o movimento das informações falsas que o fenômeno já é conhecido como “infodemic”. Naturalmente, o receio e o medo geram rumores mas o tsunami de informações não pode ser usado para causar pânico e prejudicar os semelhantes.

Mais do que nunca é preciso ter acesso a informação correta e de fonte confiável, como é disponibilizada no site do Ministério da Saúde onde se encontra tudo sobre a doença. Há, inclusive, um espaço específico sobre as fake news relacionadas ao assunto, onde o Ministério desmente os boatos que andam circulando na internet. O endereço é https://www.saude.gov.br/fakenews/coronavirus.