Publicado 07 de Março de 2020 - 12h23

Por Henrique Hein

Julian Furtado (esq.) e Marcela Medicina : representatividade feminina

Cedoc/RAC

Julian Furtado (esq.) e Marcela Medicina : representatividade feminina

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) dá início hoje à segunda edição do Meninas SuperCientistas, um programa gratuito de atividades coordenadas por cientistas mulheres e que tem com o objetivo incentivar garotas a seguirem carreira profissional na área da ciência. Ao todo, 65 alunas do Ensino Fundamental II – de escolas públicas e privadas do município – foram recrutadas para participarem do projeto. As inscrições se encerraram em fevereiro e mais de 2,7 mil candidaturas foram computadas. O preenchimento das vagas foi definido por meio de sorteio.

As selecionadas participarão de palestras, oficinas, minicursos e visitas a museus, ao longo de cinco sábados nos dias: 7, 14, 21 e 28 de março e 4 de abril. Durante os encontros, serão oferecidos almoço e lanches para as participantes, além do transporte de ida e volta para os museus, saindo do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (IMECC).

O projeto campineiro, criado por estudantes da Unicamp, foi inspirado no programa “Meninas com Ciência”, realizado por mulheres do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que teve início em 2016 e que neste ano realizará sua 5ª edição.

Aluna da Unicamp e idealizadora do projeto, Marcela Medicina, de 21 anos, explica que teve a ideia de criar o evento depois que conheceu a iniciativa carioca pelas redes sociais. Ela conta que vislumbrou na ação uma maneira de motivar mulheres a seguirem carreira na área da ciência, que hoje ainda é dominada pela grande presença masculina. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) de 2019, apenas 28% dos pesquisadores do mundo são mulheres. E, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, elas ganham um emprego na área para cada 20 perdidos, enquanto os homens ganham um a cada quatro.

De acordo com Marcela, a ideia do projeto é justamente aumentar a representatividade feminina na área da ciência por meio da educação. “Esse ano, conseguimos aumentar as vagas, de 50 para 65, e estamos muito felizes com toda a repercussão e principalmente com o entusiasmo das meninas. Elas estão mandando mensagens em todas as redes sociais falando que estão animadas. Nós ficamos muito felizes de receber mais uma turma. Para nós é um prazer imenso conhecer as meninas e poder passar um pouco para elas do nosso amor por ciência. Apresentar a elas várias mulheres em quem poderão se inspirar. Tenho certeza que elas vão gostar muito de todas as atividades”, afirmou.

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Henrique Hein