Publicado 06 de Março de 2020 - 7h50

Por Maria Teresa Costa

Sistema é formado pelos reservatórios de Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, que são conectados por túneis e canais

Wagner de Souza/AAN

Sistema é formado pelos reservatórios de Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, que são conectados por túneis e canais

Gestores do Sistema Cantareira estão operando os reservatórios para tentar chegar ao início do período da estiagem, que começa no final de abril, com 70% de seu volume útil. Isso irá garantir o abastecimento pelos próximos 12 meses, para as regiões de Campinas e Grande São Paulo, até o próximo período de chuvas. Durante o período de seca que atingiu os reservatórios, a meta era chegar a 60% para passar com tranquilidade a estiagem que, para a operação das barragens, vai de 1º de junho a 30 de novembro.

Ontem, o Cantareira operou com 61,5% de seu volume útil armazenado e a expectativa do coordenador de projetos do Consórcio PCJ, José Cezar Saad, é que os 70% serão atingidos se as previsões dos institutos de metereologia se confirmarem. “O ideal mesmo é chegar com 75% porque o consumo de água vem aumentando pelo crescimento populacional. Hoje dependemos diretamente do regime de chuvas”, afirmou. Segundo ele, 2020 será um ano mais tranquilo para o abastecimento.

Para chegar aos 70%, o sistema, mesmo com chuva, vinha mantendo a transposição de água do reservatório Jaguari, na Bacia do Paraíba, para o reservatório Atibainha, no Cantareira, em torno de 5 metros cúbicos por segundo até a última terça-feira. Na quarta-feira reduziu para 2,07 m3/s e ontem para 0,45 m3/s.

Manobras para manter aumentar o volume de reserva também foram adotadas em relação à descarga dos reservatórios nos rios Jaguari e Atibaia. Esses rios estão com vazões (no Atibaia, perto da captação da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), a vazão ficou ontem em perto de 38 m3/s). Desde o final de fevereiro, o Cantareira está liberando 0,25 m3/s no Rio Jaguari, igual volume nos rios Cachoeira e Atibainha, formadores do Rio Atibaia.

Em janeiro, o sistema registrou um volume de chuvas 24,1% acima da média histórica para o mês e em fevereiro choveu 52,2% acima da média.

O Sistema Cantareira é formado por cinco reservatórios (Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro), que são conectados por túneis subterrâneos e canais e formam o Sistema Equivalente do Cantareira.

O sistema faz a transposição entre duas bacias hidrográficas, importando água da Bacia do Rio Piracicaba para a Bacia do Alto Tietê. Dos 33 m³/s de água produzidos, apenas 2 m³/s são produzidos na Bacia do Alto Tietê, pelo rio Juquery. Dos 31 m³/s produzidos na Bacia do Piracicaba, 22 m³/s vêm dos reservatórios Jaguari-Jacareí, cujas bacias estão inseridas majoritariamente no estado de Minas Gerais.

Além deles, as nascentes dos principais tributários do Rio Cachoeira estão localizadas em Minas Gerais, o que faz com que cerca de 45% da área produtora de água para o sistema esteja em território mineiro.

Escrito por:

Maria Teresa Costa