Publicado 04 de Março de 2020 - 20h22

Por Carlo Carcani Filho

No dia 26 de novembro de 2017, a Ponte Preta perdeu para o Vitória por 3 a 2, no Moisés Lucarelli. O placar decretou o rebaixamento do time à Série B. Assim que os visitantes marcaram o terceiro gol, aos 36 minutos do segundo tempo, alguns torcedores destruíram uma grade e invadiram o gramado. O tumulto generalizado levou o árbitro a encerrar a partida.

Em 4 de dezembro do mesmo ano — apenas oito dias após a partida —, a Ponte Preta foi julgada pelo STJD e punida com cinco jogos com portões fechados na Série B, além de uma multa de R$ 30 mil.

O clube recorreu e, já no dia 14 de dezembro, teve a multa reduzida para R$ 20 mil. O número de jogos com portões fechados na Série B de 2018, porém, aumentou, de cinco para seis.

No dia 8 de dezembro de 2019, o Cruzeiro perdeu para o Palmeiras por 2 a 0, no Mineirão. O placar decretou o rebaixamento do time para a Série B. O jogo foi paralisado aos 40 minutos do segundo tempo em virtude de múltiplas ocorrências: bombas nas arquibancadas, torcedores feridos, cadeiras arrancadas e atiradas ao gramado, torcedores feridos e tentativa de invasão do gramado, entre outras.

A administração do Mineirão usou o placar para pedir ao público que deixasse o estádio. O tumulto generalizado levou o árbitro a encerrar a partida.

Em 28 de janeiro de 2020 — 51 dias após a partida —, o Cruzeiro foi julgado pelo STJD e punido com três jogos com portões fechados na Série B, além de uma multa de R$ 50 mil.

É estranho que, por infrações semelhantes, o Cruzeiro tenha sido punido com três jogos a menos do que a Ponte Preta.

No momento, o Cruzeiro tem uma pena acumulada de sete partidas com portões fechados, já que sua torcida também aprontou em rodadas anteriores do Brasileirão, nos confrontos com Atlético Mineiro (um jogo) e CSA (três jogos).

Essas duas penas foram aplicadas antes do julgamento da confusão do jogo do rebaixamento. Logo, o Cruzeiro foi ao STJD com dupla reincidência.

Não é pouca coisa disputar sete jogos com portões fechados em um campeonato com 19 partidas em casa, mas a punição do Cruzeiro foi muito leve se comparada à da Ponte.

O clube mineiro deve recorrer dessas punições. Será que, a exemplo do que aconteceu com a Macaca, a pena ficará ainda mais rigorosa? Ou será que, mesmo com tantos problemas provocados por torcedores violentos, o clube terá seu pedido atendido e a pena reduzida?

Escrito por:

Carlo Carcani Filho