Publicado 08 de Março de 2020 - 21h15

Por AFP

O número de casos confirmados pelo coronavírus nos Estados Unidos superou neste domingo (8) os 500, em um momento em que o presidente Donald Trump defendeu a "perfeitamente coordenada" resposta de seu governo à emergência sanitária.

O vírus chegou a 30 dos 50 estados americanos e matou pelo menos 21 pessoas, enquanto a capital americana anunciou o primeiro caso no sábado e milhões de pessoas em Califórnia, Nova York e mais recentemente Oregon estão em estado de emergência.

Uma contagem do Johns Hopkins elevou a 537 o número de casos após a confirmação do diagnóstico na Pensilvânia, em Illinois, Massachusetts, Connecticut e Nova Jersey.

Trump, acusado de entregar informação errada sobre o surto, culpou os meios de comunicação em um tuíte mais cedo por tentar fazer com que seu governo "fique mal" à medida que aumentam as críticas pelos quase 500 casos registrados.

"Temos um plano perfeitamente coordenado e ajustado na Casa Branca para nosso ataque ao coronavírus", tuitou.

"Agimos de forma muito precoce para fechar fronteiras em certas áreas, o que foi um presente dos céus. O vice-presidente está fazendo um grande trabalho. Os veículos de notícias falsas está fazendo tudo o possível para que fiquemos mal. Triste!".

Mas Larry Hogan, governador republicano de Maryland, criticou as mensagens de Trump a respeito do surto. O presidente "não se comunicou da forma como eu faria e da forma como gostaria que o fizesse", disse à NBC.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse que as autoridades federais de saúde tinham sido "pegas de surpresa" e bloqueado a capacidade individual dos estados de responder.

"Suas mensagens estão por todas as partes, francamente", disse à Fox News.

Trump foi duramente criticado por contradizer reiteradamente os conselhos de especialistas de sua administração em seus pronunciamentos públicos sobre o coronavírus.

Enquanto isso, funcionários médicos se preparavam neste domingo para embarcar no navio de cruzeiro Grand Princess, fundeado em frente à costa da Califórnia, devido a um surto do coronavírus com 21 infectados entre as 3.500 pessoas a bordo para controlar os passageiros antes de uma operação de desembarque difícil e sem precedentes.

Espera-se que os passageiros do navio desembarquem na segunda-feira em Oakland, após permanecer quatro dias confinados.

Carolyn Wright, passageira do Grand Princess, disse à AFP que as pessoas assintomáticas puderam sair neste domingo de seus camarotes pela primeira vez desde a quinta-feira.

A operação para levar os passageiros a terra firme exigirá dois ou três dias, disse o governador da Califórnia, Gavin Newsom, em coletiva de imprensa.

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