Publicado 08 de Março de 2020 - 12h45

Por AFP

O presidente americano, Donald Trump, e seu colega brasileiro, Jair Bolsonaro, reiteraram no sábado (7) o apoio ao líder opositor venezuelano Juan Guaidó, após um jantar no sul da Flórida e pouco antes de assinar um acordo de defesa.

EUA e Brasil promovem as medidas de pressão contra o governo venezuelano. Ambos fazem parte dos cerca de 50 países que consideram o mandatário Nicolás Maduro ilegítimo e reconhecem o líder da oposição Juan Guaidó como presidente interino.

Trump e Bolsonaro "reiteraram o apoio de seus países à democracia da região, incluindo o presidente encarregado da Venezuela, Juan Guaidó, e a Assembleia Nacional venezuelana democraticamente eleita, em seu trabalho para restabelecer a ordem constitucional na Venezuela", informou o governo brasileiro em nota.

Os dois líderes compartilharam a mesa em Mar-a-Lago, residência de verão de Donald Trumo na cidade de Palm Beach, em um jantar do qual participaram autoridades brasileiras, entre elas o ministro da Defesa, Fernando de Azevedo e Silva.

Em declarações curtas à imprensa, Trump elogiou o brasileiro. "Ele faz um trabalho fantástico, fantástico. O Brasil o ama e os Estados Unidos o amam", disse a jornalistas na saída do jantar.

Bolsonaro, que se reconhece como um grande admirador do contraparte americano, não deu declarações à imprensa.

Apelidado de "Trump dos Trópico", Bolsonaro chegou no sábado à Flórida e tem previsto visitar no domingo o Comando Sul americano, na cidade de Doral, vizinha a Miami, onde assinará um acordo bilateral de defesa com o almirante Craig Faller.

O chamado Acordo sobre Projetos de Pesquisa, Teste e Avaliação "ampliará as oportunidades de ambos os países de colaborar e compartilhar informações no desenvolvimento de novas capacidades de defesa", segundo comunicado do Comando Sul.

Uma importante autoridade do governo americano havia dito à imprensa no sábado que o tema mais importante no jantar de sábado à noite seria "a crise na Venezuela (...), que provavelmente sofrerá a pior crise humanitária e de segurança que o hemisfério ocidental sofreu em tempos modernos".

Na quinta-feira, o governo brasileiro ordenou a retirada de todos os seus diplomatas e funcionários de serviços estrangeiros da Venezuela e pediu a Maduro que retirasse os seus do território brasileiro.

Em Caracas, o governante venezuelano denunciou na sexta-feira um suposto plano dos EUA de desencadear um conflito que justificaria uma intervenção militar na Venezuela com a ajuda dos vizinhos Colômbia e Brasil.

"Um plano para levar a guerra à Venezuela foi decidido da Casa Branca", disse Maduro no palácio presidencial de Miraflores.

"Jair Bolsonaro foi chamado à mansão Donald Trump em Miami, o único assunto: empurrar o Brasil para um conflito armado com a Venezuela; é o único assunto que ele tem com Jair Bolsonaro e, da Venezuela, nós denunciamos", afirmou.

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