Publicado 07 de Março de 2020 - 11h47

Por AFP

A investigação da polícia britânica sobre o sequestro, há 20 anos, em Cambridge, da princesa Sheikha Shamsa, filha do emir de Dubai, será reavaliada após os novos elementos oferecidos nesta semana por seu pai e uma de suas mulheres, afirmou a polícia neste sábado.

No âmbito da batalha judicial desta semana no Reino Unido entre Mohamed bin Rashed al Maktum, chefe de governo dos Emirados Árabes Unidos, e sua sexta esposa, a princesa Haya da Jordânia, um juiz de Londres avaliou que o emir de Dubai "ordenou e orquestrou" o sequestro da princesa Shamsha e de sua irmã Latifa.

Segundo o tribunal, a princesa Shamsa tinha fugido, em 2000, quando tinha 19 anos, da casa familiar localizada no condado de Surrey, na Inglaterra, mas foi sequestrada em Cambridge por homens que trabalhavam para seu pai e lhe reenviaram contra sua vontade para Dubai.

Quando o suposto sequestro da princesa foi investigado em 2001 e em 2017, os elementos que a polícia de Cambridgeshire tinha "não permitiram ir além", afirmou em um comunicado a polícia desta região do norte de Londres.

"Mas, à luz da publicação do julgamento [desta semana], se reexaminarão alguns aspectos do caso", acrescentou.

Segundo a decisão da Justiça britânica publicada na quinta-feira, a irmã da princesa Shamsa, a princesa Latifa, também foi sequestrada duas vezes, após duas tentativas infrutíferas de fugir de seu país em 2002 e 2018.

As associações de defesa dos direitos humanos pedem a libertação das duas irmãs, que, segundo o tribunal, estão desde então "privadas de sua liberdade".

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