Publicado 06 de Março de 2020 - 21h37

Por AFP

Milhares de manifestantes se reuniram nesta sexta-feira (06) na Praça Itália, em Santiago, na maior concentração do ano em uma semana em que voltaram a surgir com força protestos no Chile contra o governo de Sebastián Piñera.

Os manifestantes começaram a se reunir à tarde nas imediações dessa praça na capital chilena, epicentro de grandes protestos desde que eles surgiram, no último dia 18 de outubro.

A polícia cercou o lugar e usou jatos de água e gás lacrimogêneo para dispersar alguns manifestantes encapuzados, que jogaram pedras e paus nos policiais, em uma dinâmica que se repete às sextas-feiras há quatro meses no mesmo local.

A avenida Alameda, próxima à praça, teve o fluxo interrompido nos dois sentidos e as estações de metrô próximas ao local também foram fechadas, diante da grande quantidade de pessoas que chegavam ao protesto.

Nesta semana voltaram a surgir as manifestações nas ruas do Chile contra o governo direitista de Piñera, coincidindo com o período de volta às aulas.

Na noite da última segunda, quando ocorreram incidentes de roubos e ataques ao comércio em vários pontos de Santiago, a polícia prendeu 300 pessoas e teve 76 agentes feridos.

Nesta sexta, também ocorreram manifestações em outros pontos de Santiago, lideradas principalmente por estudantes do Ensino Médio. De manhã, houve confrontos nos arredores do Instituto Nacional, situado a poucas quadras do Palácio do governo.

As manifestações ocorrem no Chile desde 18 de outubro do ano passado e já deixaram 31 mortos.

Após um acordo com o Congresso, o governo Piñera promoveu um referendo para consultar os chilenos sobre se querem ou não reformar a Constituição, que permanece como uma herança da ditadura de Pinochet. A consulta acontecerá em 26 de abril.

pa/rsr/bn

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