Publicado 06 de Março de 2020 - 18h27

Por AFP

A epidemia do novo coronavírus já infectou mais de 100 mil pessoas, e o nervosismo que reina voltou a derrubar bolsas e o petróleo, além de causar o cancelamento de eventos, nesta sexta-feira (6).

O número de infectados nesta sexta-feira às 14h (Horário de Brasília) era de 100.842, dos quais 3.456 morreram, em 92 países - conforme balanço atualizado pela AFP com base em fontes oficiais.

A alta se deve à crise no Irã, que contabilizou 1.234 novos casos nas últimas 24 horas.

Na Itália, as autoridades registraram outros 49 mortos nas últimas 24 horas, com um total de 197 mortos desde que a doença chegou ao país.

O Vaticano informou sobre o seu primeiro caso e anunciou a suspensão da atenção a pacientes externos em seu pequeno centro médico, onde o contágio foi registrado.

Os grandes espaços sagrados do mundo muçulmano, desde Meca, na Arábia Saudita, aos mausoléus xiitas iranianos, apresentavam um cenário desolador durante as orações desta sexta.

Em Belém, onde foi fechada temporariamente a Basílica da Natividade, os turistas não podiam entrar ou sair, após um novo aumento dos casos na Cisjordânia, a 16.

A Espanha registrou cinco mortos e um total de 345 casos nesta sexta. A Holanda, que tem 82 contágios, confirmou o seu primeiro morto.

A única notícia otimista é a contenção feita pela China, na província de Hubei, onde surgiu a epidemia. As autoridades impuseram quarentena a cerca de 50 milhões de pessoas no final de janeiro, e a região parece ter se livrado do ápice de contágios.

Na China, os casos de novos contágios eram de 143, e foram registrados 30 mortos.

Em Singapura, um funcionário do Facebook foi diagnosticado nesta sexta com o novo coronavírus, fechando as fábricas do gigante digital nessa cidade.

O Congresso americano aprovou um plano de emergência de 8,3 bilhões de dólares para financiar a luta contra a COVID-19 no país, que registra 12 mortes e 180 casos de contágio.

O principal sindicato de enfermeiros dos Estados Unidos denunciou o pouco preparo de vários hospitais e manifestou preocupação com a falta de equipamento e de informações para os profissionais da saúde.

Na Califórnia, as autoridades começaram a examinar os passageiros de um cruzeiro retido na costa.

Com 3.500 pessoas a bordo, o "Grand Princess" pertence à mesma empresa que o "Diamond Princess", que permaneceu bloqueado na costa do Japão e onde foram registrados mais de 700 contágios, seis deles fatais.

No Egito, as autoridades detectaram 12 casos entre os tripulantes de um cruzeiro no Nilo.

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