Publicado 05 de Março de 2020 - 14h37

Por AFP

A Opep propôs nesta quinta-feira aos seus parceiros um corte drástico na produção de 1,5 milhão de barris por dia para conter a queda no preço do petróleo causado pelo coronavírus, uma proposta que a Rússia terá que aprovar.

Os ministros concordaram em recomendar "um novo ajuste de 1,5 milhão de barris por dia até 30 de junho de 2020", afirmou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em comunicado após uma reunião em sua sede em Viena.

Somente os 13 membros da Opep participaram desta primeira reunião para apresentar uma posição única a seus outros dez parceiros, incluindo a Rússia, e que se reunirão na sexta-feira.

Desde 2017, essa aliança de 23 países, chamada Opep+, mantém cotas de produção estritas para suportar os preços. Em dezembro, aumentou seu corte de 1,2 para 1,7 milhão de barris por dia.

Em um mercado com excesso de oferta, a situação piorou nas últimas semanas, à medida que a epidemia de pneumonia viral se espalha pelo mundo.

A OCDE reduziu na segunda-feira sua previsão de crescimento global para 2020 de 2,9% para 2,4%, depois que a Agência Internacional de Energia alertou sobre as consequências "significativas" do coronavírus para a demanda de petróleo bruto.

O preço do barril de Brent do Mar do Norte, referência europeia, se mantinha perto da barreira simbólica de US$ 50 nesta quinta-feira.

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