Publicado 05 de Março de 2020 - 14h18

Por Estadão Conteúdo

A queda no preço das carnes deu a principal contribuição para arrefecer a inflação da indústria em janeiro, reduzindo a pressão de aumentos disseminados entre as atividades pesquisadas. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) passou de uma alta de 0,65% em dezembro para elevação de 0,32% em janeiro, a despeito dos reajustes registrados em 18 dos 24 setores industriais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As elevações disseminadas foram puxadas por diversos fatores, como a valorização do dólar e a alta em preços de commodities, explicou Manuel Campos, gerente do IPP no IBGE.

"Tem alguma influência do dólar. O setor metalúrgico, com peso do dólar mais alto, ganhou competitividade e agora está conseguindo repassar preços. Outros veículos de transportes são influenciados pelo dólar, com avião, navio. O fumo também tem impacto do dólar", lembrou Campos, que contabiliza uma alta de 0,97% da moeda americana ante o real em janeiro.

Já o aumento na cotação do minério de ferro impulsionou os preços das indústrias extrativas, principal pressão sobre o IPP de janeiro, com avanço de 5,52%.

A inflação da indústria só ficou mais comportada no primeiro mês de 2020 por conta de uma redução de preços de 7,09% no grupo abate e fabricação de produtos de carne, que inclui bovinos, aves e suínos.

Apesar da queda, o grupo ainda não devolveu todo o aumento acumulado no segundo semestre de 2019, quando houve pressão da demanda chinesa por esses produtos.

"De agosto a dezembro de 2019, esse grupo tinha subido cerca de 19%", lembrou Campos.

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