Publicado 04 de Março de 2020 - 17h17

Por AFP

Joe Biden assumiu o favoritismo nas primárias democratas nos Estados Unidos, após importantes vitórias na "Superterça" frente a Bernie Sanders, e a saída de Michael Bloomberg, que reformulou a corrida como um duelo entre moderados e progressistas.

Biden, um centrista de 77 anos, triunfou no dia mais importante da maratona de votações para eleger o rival do presidente republicano Donald Trump nas próximas eleições, em 3 de novembro.

Além de ser o favorito em nove dos 14 estados que votaram, o ex-braço direito de Barack Obama obteve o apoio de Bloomberg, o bilionário ex-prefeito de Nova York que abandonou a corrida presidencial, apresentando Biden como o "melhor" candidato para que os democratas recuperem a Casa Branca.

"Essa corrida é maior que os candidatos e que a política. Trata-se de derrotar Donald Trump, e com sua ajuda, o faremos", escreveu Biden em seu Twitter ao agradecer a Bloomberg.

Dezenas de milhões de americanos foram convocados para votar na "Superterça", cujos resultados levaram 1.357 delegados à convenção nacional que elegerá o candidato em julho, um terço do total. São necessários ao menos 1.991 para garantir a nomeação do Partido Democrata.

Biden, que busca a nomeação presidencial do partido após ter fracassado em 1988 e 2008, obteve vitórias importantes em populosos estados como o Texas e a Carolina do Norte, onde o voto latino pesa.

Também ganhou no Alabama, Oklahoma, Tennessee, Arkansas, Minnesota, Massachusetts e Virgínia, provando sua preferência em grupos demográficos considerados chave para a vitória democrata, como a comunidade negra, mas também entre os brancos do Médio-Oeste do país.

Sanders, um senador de 78 anos que se define como um "socialista democrata", venceu em seu estado natal, Vermont, em Utah e no Colorado, e parecia ter um maior apoio na Califórnia, importante por ter 415 delegados em jogo, onde a recontagem dos votos continuava.

No Maine, com 79% dos votos apurados, Biden ganhava de Sanders por uma pequena margem.

"Foi um grande renascimento para Joe Biden, um renascimento incrível quando pensamos nisso", disse Trump a jornalistas na Casa Branca, após zombar no Twitter dos perdedores da véspera: Bloomberg e Elizabeth Warren.

Bloomberg, eleito no último ano a nona pessoa mais rica do mundo segundo a Forbes, gastou centenas de milhões de dólares de sua fortuna pessoal em sua campanha democrata, mas quando finalmente estreou nas urnas na "Super terça-feira" venceu apenas no território da Samoa Americana.

Warren, uma senadora progressista de 70 anos antes favorita nas pesquisas, não venceu nem em seu estado natal, Massachusetts. Na Califórnia, região da esquerda americana, não chegava aos 15% necessários para obter delegados.

Seu organizador de campanha disse que sua equipe estava "obviamente decepcionada" e acrescentou que Warren avaliaria o seu caminho em relação aos próximos anos.

"Essa decisão está em suas mãos, e é importante que tenha o tempo e espaço para considerar o que vem depois", disse em uma mensagem de e-mail citada por um jornalista da NBC.

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