Publicado 02 de Março de 2020 - 10h57

Por AFP

A epidemia do novo coronavírus, que nesta segunda-feira (2) superou o balanço de 3.000 mortos no mundo, continua provocando importantes consequências em todo o planeta, sobretudo econômicas, com risco de recessão na Alemanha e Itália e uma desaceleração do crescimento mundial.

Na China, onde o vírus surgiu no fim de 2019, as autoridades anunciaram nesta segunda-feira 42 novas mortes, o que eleva o balanço da doença no país a 2.912 vítimas fatais e no planeta a mais de 3.000.

Os 202 novos casos registrados nesta segunda-feria na China continental representam, no entanto, o menor número diário desde janeiro.

A epidemia de COVID-19 - nome da doença provocada pelo vírus - perde força na China, que adotou medidas drásticas de quarentena que afetam mais de 50 milhões de pessoas.

Mas no restante do planeta a doença mantém a trajetória de propagação.

Nesta segunda-feira foi divulgado o segundo caso no Egito, país que registrou em meados de fevereiro o primeiro caso no continente africano, justo no momento em que os turistas começavam a retornar ao país depois de vários anos de distúrbios provocados pela revolução de 2011.

As autoridades dos Estados Unidos anunciaram a segunda morte, em um total de 21 casos, aos quais devem ser adicionadas outras 47 pessoas repatriadas.

Nos últimos dias o país registrou pacientes que não tinham qualquer relação com focos da epidemia.

Na Itália, 500 casos foram registrados no domingo, um número expressivo que elevou o número de contágios a quase de 1.700 no país.

As autoridades italianas também anunciaram cinco mortes, o que deixa o balanço de vítimas fatais em 34, todas em três regiões do norte: Lombardia, Emilia Romagna e Veneto.

Na Coreia do Sul, o segundo país mais afetado depois da China, outros 600 casos e oito mortes foram confirmados, em um total de 4.300 contaminações, 26 delas fatais.

A prefeitura de Seul iniciou uma ação por homicídio contra os líderes da Igreja de Jesus Shincheonji, principal vetor da epidemia. O movimento religioso, considerado por seus críticos uma seita, é acusado de não ter permitido ações para impedir a propagação do coronavírus.

O líder da seita, relacionada à metade dos casos do novo coronavírus na Coreia do Sul, pediu desculpas pela responsabilidade de sua organização na propagação da epidemia.

"Quero oferecer minhas mais sinceras desculpas ao povo, em nome dos membros", disse Lee Man-hee, fundador da Igreja Jesus Shincheonji, em Gapyeong (norte).

O homem de 88 anos se ajoelhou duas vezes antes de se prostrar, com a testa no chão, diante da imprensa.

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