Publicado 04 de Fevereiro de 2020 - 16h14

Por Adagoberto F. Baptista

Petroleiros em greve fazem ato no Largo do Rosário

Da Agência Anhanguera

Foto: Wagner Souza

Trabalhadores da Replan (Refinaria de Paulínia) em greve desde sábado e membros do Sindicato dos Petroleiros realizaram protesto no Largo do Rosário, no centro de Campinas, na manhã de ontem, que incluiu passeata e interdição por 26 minutos da Avenida Francisco Glicério, a principal da cidade. A manifestação contou com a participação de representantes da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). “O mesmo projeto econômico que ataca os professores é o que ataca os petroleiros, entendemos que estar nesse ato simboliza que nossas lutas são as mesmas", explicou o diretor de Comunicação do Sindpetro, Gustavo Marsaioli. A estimativa da entidade é a de que cerca de 70% dos trabalhadores tenham aderido ao movimento.

Desde a deflagração da greve, ocorrem atos e acampamentos em diversas unidades da Petrobrás por todo o país e também na sede administrativa da empresa, no Rio de Janeiro, onde a Comissão de Negociação Permanente da Federação Única dos Petroleiros (FUP) segue cobrando interlocução com a gestão da empresa para suspender as cerca de mil demissões ocorridas na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) e a abertura imediata de negociações com a empresa e o cumprimento do acordo coletivo de trabalho.

No último balanço divulgado, a FUP contabilizava a adesão de cerca de 8 mil petroleiros ao movimento grevista.

No país

Os petroleiros completaram ontem, o quarto dia de greve no Sistema Petrobrás. Segundo a FUP, mais de 30 unidades aderiram ao movimento, em 12 estados do país. No Rio de Janeiro, a Comissão de Negociação Permanente da FUP segue há quatro dias ocupando uma sala do quarto andar da sede da Petrobrás, cobrando interlocução com a gestão da empresa para suspender as demissões na Fábrica de Fertilizantes de Araucária e abrir fóruns de negociação para cumprimento do Acordo Coletivo.

Petrobras

Por meio de nota a Petrobras disse reafirmar seu respeito às negociações coletivas e ao diálogo nas relações trabalhistas, quando preenchidos todos os requisitos definidos na legislação. “Em relação ao movimento grevista iniciado no dia 01/02 em algumas unidades, a companhia reitera que considera descabidas as justificativas apresentadas pelos sindicatos, uma vez que todos os compromissos firmados na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho vigente vêm sendo integralmente cumpridos”, informa a nota.

A nota prossegue. “A Petrobras reitera que considera o atual movimento grevista em algumas de nossas unidades injustificado, uma vez que o ACT foi assinado por todos os sindicatos em novembro de 2019 e as negociações previstas estão seguindo curso normal. Portanto, os motivos alegados não atendem aos critérios legais. Reforçamos que, em todos os itens apontados pelas entidades sindicais, a companhia vem cumprindo rigorosamente os compromissos firmados e segue aberta para dialogar com as entidades, nos termos e prazos acordados no Tribunal Superior do Trabalho durante a negociação do ACT vigente. A Petrobras repudia toda e qualquer iniciativa que implique em uso de violência e desrespeito ao direito da propriedade”, acrescenta.

A Companhia diz que vem atuando para garantir o acesso normal às unidades e o revezamento de turnos dos seus profissionais. A Companhia destaca por fim que todas as medidas previstas nos padrões da empresa e na legislação trabalhista serão aplicadas quando cabíveis

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Adagoberto F. Baptista