Publicado 06 de Fevereiro de 2020 - 21h18

Por Da AFP


Hazem Bader/AFP

Um atropelamento intencional no centro de Jerusalém deixou 14 feridos, a maioria soldados israelenses, na madrugada desta quinta-feira (6), em um dia de grande violência que também registrou as mortes de três palestinos pelo exército de Israel, um deles abatido na Cidade Santa, após disparar contra policiais.

Os incidentes aconteceram nove dias depois do anúncio do projeto do presidente americano Donald Trump para o Oriente Médio, que pretende transformar Jerusalém na capital "indivisível" de Israel, recebido com entusiasmo pelos israelenses e rejeitado pelos palestinos.

Na quinta-feira, dois palestinos foram mortos a tiros pelo exército israelense em Jenin, ao norte da Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967, informou o Ministério da Saúde palestino.

Além disso, um palestino morreu na cidade velha de Jerusalém, quando, segundo a polícia, ele tentou atirar em vários agentes.

Horas antes, durante a noite, um carro atropelou várias pessoas, entre elas muitos soldados israelenses, no oeste de Jerusalém. Segundo a polícia, o veículo atingiu as pessoas por volta no início da madrugada.

O exército de Israel, após uma intensa busca, anunciou na quinta-feira a prisão de um suspeito: "após uma importante operação do exército e do Shin Beth (serviço de inteligência interno), a polícia israelense e outras unidades especiais prenderam o terrorista que perpetrou o ataque com um carro nesta manhã em Jerusalém".

O movimento islâmico palestino Hamas, que governa a Faixa de Gaza, elogiou o ataque, que considerou uma "resposta" ao plano do presidente americano Donald Trump para o Oriente Médio, que prevê transformar Jerusalém na capital "indivisível" de Israel.

Em 2017, quatro soldados israelenses morreram em um ataque similar. (AFP)

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