Publicado 05 de Fevereiro de 2020 - 5h30

Trabalhadores da Replan (Refinaria de Paulínia) em greve desde sábado e membros do Sindicato dos Petroleiros realizaram protesto no Largo do Rosário, no Centro de Campinas, na manhã de ontem, que incluiu passeata e interdição por 26 minutos da Avenida Francisco Glicério, a principal da cidade. O ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Yves Gandra, decidiu que os sindicatos dos empregados da Petrobras devem pagar R$ 500 mil de multa diária, se mantiverem a greve da categoria iniciada no último dia 1 de fevereiro. A decisão também obriga que 90% do efetivo esteja trabalhando nas unidades da estatal. A decisão também determina que os grevistas "abstenham-se de impedir o livre trânsito de bens e pessoas no âmbito da Requerente e de suas subsidiárias". Desde o dia 10 uma comissão da FUP ocupa uma das salas da sede da Petrobras, no Centro do Rio.A manifestação em Campinas contou com a participação de representantes da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). “O mesmo projeto econômico que ataca os professores é o que ataca os petroleiros, entendemos que estar nesse ato simboliza que nossas lutas são as mesmas", explicou o diretor de Comunicação do Sindpetro, Gustavo Marsaioli. A estimativa da entidade é a de que cerca de 70% dos trabalhadores tenham aderido ao movimento.Desde a deflagração da greve, ocorrem atos e acampamentos em diversas unidades da Petrobrás por todo o país e também na sede administrativa da empresa, no Rio de Janeiro, onde a Comissão de Negociação Permanente da Federação Única dos Petroleiros (FUP) segue cobrando interlocução com a gestão da empresa para suspender as mil demissões ocorridas na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná e a abertura de negociações.