Publicado 05 de Fevereiro de 2020 - 5h30

O Grupo D´Or lança amanhã a pedra fundamental e anuncia o início das obras do Hospital São Luiz, no terreno da antiga Rodoviária de Campinas, no bairro Botafogo. A unidade, quando concluída, começará a operar com 280 leitos, dos quais 75 de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A previsão é que o investimento, de R$ 200 milhões, irá gerar 2,8 mil novos empregos na área da saúde em Campinas.

A rede informou, em nota, que as obras de construção da unidade estão previstas para serem iniciadas ainda em 2020, porém o cronograma ainda está sendo definido pelas áreas responsáveis, respeitando os compromissos assumidos pela empresa.

O projeto prevê, na primeira fase, a construção de uma unidade de 25 mil metros quadrados. Na segunda fase, serão construídos mais 10 mil metros quadrados e implantados outros 150 leitos, dos quais 45 de UTI.

O hospital abrigará dez salas de cirurgia e atenderá todas as especialidades médica. Serão atendidos somente convênios médicos e não haverá leitos para atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS).

A construção desse hospital é a aposta da Administração para revitalizar aquela região, uma reivindicação do comércio e de moradores do entorno. A área está sem utilização desde março de 2010, época da demolição do antigo terminal rodoviário, e é um dos principais vazios urbanos de Campinas. Para viabilizar a implantação, a Prefeitura concedeu incentivos fiscais como redução de Imposto Sobre Serviços (ISS) e Imposto Predial Territorial e Urbano (IPTU). A contrapartida da rede à aprovação do projeto será a reforma da Policlínica da Avenida Francisco Glicério.

O São Luiz integra a Rede D’Or, uma das maiores do setor de saúde no País e que está presente em seis estados e no Distrito Federal. A Rede D’Or São Luiz comprou a área do grupo Cem Empreendimentos, que havia adquirido o local da Maternidade de Campinas. A área fica na Avenida Andrade Neves, onde funcionou durante 35 anos a Estação Rodoviária Dr. Barbosa de Barros.

O terminal foi desativado em 2008 e implodido em março de 2010. A aquisição do terreno pôs fim no impasse em relação ao terreno, que é ponto de entulho e de consumo de drogas na região central. A expectativa é que a instalação do hospital seja o primeiro passo para a revitalização da região, uma reivindicação do comércio e de moradores do entorno.

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