Publicado 05 de Fevereiro de 2020 - 12h17

Por Gustavo Magnusson

Técnico da Ponte Preta, Gilson Kleina

Divulgação

Técnico da Ponte Preta, Gilson Kleina

Após a derrota para a Inter de Limeira, a pressão sobre o técnico Gilson Kleina aumentou na Ponte Preta. Mais do que o resultado negativo, o fraco futebol que a equipe apresentou — a exemplo do que já havia acontecido no segundo tempo contra o Corinthians — deixa o clima entre treinador e torcida bastante estremecido. De acordo com Gilson Kleina, o recuo do time após o gol de Bruno Rodrigues no início do jogo não foi fruto de uma estratégia reativa adotada, mas mérito do adversário. “Ninguém trabalha para fazer gol e recuar. Temos sempre que entender o motivo deste tipo de coisa acontecer. No caso, o adversário fez uma linha de cinco em cima da nossa”, explicou.

Ao todo, foram 16 finalizações da Inter de Limeira contra apenas cinco da Ponte Preta. Além da imposição técnica e tática do time comandado por Elano, Gilson Kleina também atribuiu o mau desempenho da Ponte Preta ao desgaste físico e à condição do gramado. "Foram quatro jogos nos últimos 12 dias. Pegamos três campos molhados onde o gramado estava muito pesado. Foi nítido que alguns jogadores não se recuperaram. Nós até tentamos, mas chegou uma hora que não conseguíamos mais pressionar lá em cima. A demanda de quinta-feira contra o Corinthians foi muito grande em nível de concentração e entrega. Precisamos corrigir essa situação", analisou Kleina.

Sem seus dois laterais titulares Jeferson e Guilherme Lazaroni, que estão com problemas musculares e são desfalques certos para a próxima rodada contra o Palmeiras, Gilson Kleina também explicou o motivo pelo qual prefere manter Apodi na linha de frente em vez de utilizá-lo do lado direito como alternativa ao jovem Matheus Alexandre, de 20 anos. “Na Libertadores de 2018, o Apodi jogou de lateral comigo na Chapecoense. O problema é que faz um ano e meio que ele vem atuando como atacante. Fora essa questão, o Matheus Alexandre vem esperando por uma oportunidade. Não dá simplesmente para preterir o menino", explicou Kleina.

Escrito por:

Gustavo Magnusson