Publicado 05 de Fevereiro de 2020 - 20h56

Por AFP

Nancy Pelosi rasga cópia do discurso de Trump ao final do discurso do presidente

Olivier Doulivery/AFP

Nancy Pelosi rasga cópia do discurso de Trump ao final do discurso do presidente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi absolvido nesta quarta-feira (5) no Senado no julgamento de impeachment, com o apoio de praticamente todos os republicanos, maioria na casa.

Dos 100 senadores, 52 republicanos consideraram o presidente inocente de abuso de poder (apenas Mitt Romney votou contra, ao lado dos democratas) e 53 o livraram da acusação de obstrução do Congresso, no processo iniciado em 18 de dezembro na Câmara de Representantes controlada pelo Partido Democrata. Para ser condenado, eram necessários dois terços da casa, ou 67 votos.

Trump foi denunciado ao Congresso pela maioria democrata da Câmara de Representantes por abuso de poder e obstrução em dezembro do último ano. Após quase três semanas de audiências, já era esperado que Trump seria absolvido por um Senado dominado pelos republicanos.

"Donald Trump será absolvido para sempre", antecipou sua assessora Kellyanne Conway, em resposta aos democratas, para quem o presidente continuará sendo "acusado para sempre".

Embora o encerramento do julgamento político não signifique o fim das investigações dos democratas contra o presidente, dá a Trump impulso em sua corrida pela reeleição, após um tumultuado primeiro mandato.

Foco nas eleições

Trump aproveitou seu discurso sobre o Estado da União, perante o Congresso, na noite de terça, para exaltar suas conquistas, reais e imaginárias.

Em sua fala de uma hora e 18 minutos, o inquilino da Casa Branca elogiou o desempenho de seu governo e proclamou "o grande retorno" dos Estados Unidos, em alusão ao lema da sua campanha.

O presidente afirmou que as suas políticas econômicas, criticadas por seus adversários políticos sob justificativa de que prejudicariam o meio ambiente e favoreceriam os ricos, foram responsáveis pelo progresso do país.

Trump criticou o antecessor democrata, Barack Obama, e declarou que o seu governo reverteu a "decadência econômica" e "restaurou" o orgulho americano.

A hostilidade de Trump com a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, a quem se negou a cumprimentar ao entrar no plenário, e o tom de seu discurso despertaram ainda mais a ira dos democratas.

Segundos depois de o presidente concluir sua fala, Pelosi, líder democrata no Congresso, rasgou uma cópia do discurso em momento transmitido ao vivo na televisão.

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