Publicado 04 de Fevereiro de 2020 - 18h14

Por Carlo Carcani Filho

Guarani e Ponte Preta já visitaram a caçula Internacional neste início do Paulistão 2020 e voltaram de Limeira com resultados e sensações bem diferentes.

Na 1ª rodada, o Bugre deixou uma boa impressão para sua torcida ao golear a Inter por 4 a 0. Abriu o placar logo aos 7’, com Giovanny. O gol obrigou o time da casa a se expor e a equipe de Thiago Carpini reagiu a essa situação com inteligência. Fez mais um gol e foi para o intervalo com vantagem de 2 a 0.

O placar confortável não gerou acomodação no Guarani. A Inter tentou atacar bastante e conseguiu um número alto de finalizações, o que indicava que a partida ainda não estava definida.

Os campineiros não mudaram sua postura e continuaram em busca do gol, como se a partida estivesse empatada. Resultado: mais dois gols e uma expressiva goleada por 4 a 0. Entre 1947 e 2018, o Bugre foi a Limeira 29 vezes para enfrentar a Inter. Pela primeira vez na era do futebol profissional, conseguiu vencer esse adversário fora de casa por mais de dois gols de diferença.

Na segunda-feira, já pela 4<SC210,170> rodada, foi a vez da Ponte Preta se apresentar no Major José Levy Sobrinho. Com apenas quatro minutos de jogo, já vencia por 1 a 0.

O gol marcado por Bruno Rodrigues também obrigou a Inter a assumir mais riscos logo no início da partida. E foi aí que o time de Gilson Kleina tomou uma atitude conservadora e equivocada.

A Macaca se retraiu. Deu a bola para a Inter propor o jogo e ficou acuada, confiante na capacidade de repetir com sucesso a estratégia utilizada para derrotar o Corinthians na rodada anterior.

Não deu certo. Pouco ameaçada — a Ponte só criou mais uma chance clara, desperdiçada por João Paulo no início do segundo tempo —, a Inter foi toda à frente. Virou o placar com dois belos gols de Murilo Rangel e conquistou uma vitória pela qual fez por merecer.

Por que a Ponte Preta recuou totalmente após abrir o placar? Esse é o problema que Gilson Kleina precisa detectar com urgência. Em muitos casos, essa postura é até natural para qualquer visitante que faz 1 a 0 no começo da partida.

Mas é aí que entra, de um jeito ou de outro, o papel do treinador. Kleina poderia, da beira do gramado, ter ordenado que seu time avançasse a marcação para não deixar a Inter tão à vontade para atacar, atacar e atacar.

Para que uma ordem como essa seja bem executada, o time precisa estar treinado para isso. Nesses primeiros jogos, a Ponte Preta ainda não deu indícios de que é uma equipe com apetite de vitória e com coragem para assumir o risco de atacar mais, mesmo quando estiver com a sempre desejável situação de liderar o placar.

Escrito por:

Carlo Carcani Filho