Publicado 07 de Fevereiro de 2020 - 10h15

Por AFP

Um adolescente com transtornos de personalidade que empurrou uma criança do topo do museu londrino Tate Modern, deixando a vítima gravemente ferida, havia alertado meses antes a seus cuidadores sobre sua intenção, informa a imprensa britânica, uma notícia que gerou polêmica.

Durante o julgamento em Londres em dezembro, Jonty Bravery, que agora é maior de idade mas que tinha 17 anos no momento da agressão em agosto de 2019, se declarou culpado por ter empurrado do 10º andar a vítima, um francês de seis anos que visitava o museu com a família.

A criança, que caiu por 30 metros e bateu em um telhado do quinto andar, sofreu uma hemorragia cerebral e fraturas na coluna vertebral, nas pernas e nos braços. Ele não consegue beber, ficar de pé ou manter a concentração, de acordo com sua mãe.

A sentença de Bravery deve ser divulgado em 17 de fevereiro.

Em 2018, o agressor, que tem autismo e transtornos de personalidade, havia advertido seus cuidadores que planejava matar alguém desta maneira, segundo uma gravação publicada pela rádio BBC e o jornal Daily Mail.

"Nos próximos meses, tenho em mente que devo matar alguém", afirma na gravação, na qual declara que procura um edifício alto da capital.

"Pode ser qualquer lugar, desde que seja um lugar alto. Poderia subir, visitá-lo e empurrar alguém", completa.

Bravery morava em um apartamento social do distrito londrino de Hammersmith e Fulham, cujas autoridades eram responsáveis por supervisioná-lo e que contrataram a empresa privada Spencer & Arlington para cuidar do jovem.

A empresa afirmou que não tinha "nenhum conhecimento nem gravação" desta advertência. Não foi possível determinar se Bravery estava sozinho no momento da agressão.

As autoridades locais anunciaram a abertura de uma investigação.

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