Publicado 07 de Fevereiro de 2020 - 10h14

Por AFP

O genro e conselheiro de Donald Trump, Jared Kushner, disse neste domingo que se os palestinos não cumprirem algumas das condições do plano de paz do presidente dos Estados Unidos, Israel não deve "arriscar reconhecê-los como um Estado".

O plano de paz para o Oriente Médio, elaborado por Kushner, foi apresentado na semana passada por Trump, ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

O projeto concede inúmeras concessões ao Estado Hebraico e foi veementemente rejeitado pelas autoridades palestinas.

Jared Kushner foi entrevistado pela CNN para explicar por que os palestinos deveriam, antes de obter um Estado, ter uma imprensa livre, eleições livres, liberdade de religião, justiça independente e um sistema financeiro sólido.

"Não há país árabe que atenda a esses critérios, certamente não a Arábia Saudita ou o Egito" ou outros países com os quais Kushner trabalhou de perto, disse Fareed Zakaria, apresentador do programa, ao entrevistado.

O marido de Ivanka Trump respondeu que os territórios palestinos eram o equivalente a um "estado policial ... não uma democracia florescente".

"Para os palestinos, se quiserem que seu povo tenha uma vida melhor, agora temos uma estrutura para isso", afirmou.

"Se não pensam que podem manter esses padrões, então não acho que podemos fazer com que Israel os reconheça como um Estado".

Kushner foi criticado por falar duramente contra os palestinos depois de apresentar o plano.

"Se arruinarem esta oportunidade ... acho que custará muito olhar a comunidade internacional de frente e dizer que são "vítimas"", disse à CNN.

O plano dos Estados Unidos propõe a criação de uma capital de um eventual estado palestino em Abu Dis, um subúrbio de Jerusalém. Os palestinos querem que toda Jerusalém Leste seja a capital de seu Estado.

Em seu projeto, Donald Trump também planeja anexar todos os assentamentos israelenses, bem como o vale do Jordão, na Cisjordânia, território palestino ocupado desde 1967.

bbk/iba/ico/mps/mls/lca

Escrito por:

AFP