Publicado 07 de Fevereiro de 2020 - 10h13

Por AFP

O príncipe Andrew, filho de Elizabeth II, afastado da vida pública por seus vínculos com o falecido empresário americano Jeffrey Epstein, decidiu renunciar a uma promoção militar que receberia por completar 60 anos, anunciou nesta sexta-feira o Palácio de Buckingham.

Oitavo na linha de sucessão ao trono britânico, o duque de York, que fará 60 anos em 19 de fevereiro, está há vários meses no olho do furacão por sua amizade com Epstein, acusado de pedofilia e de explorar sexualmente menores de idade durante anos e que cometeu suicídio na prisão enquanto esperava o julgamento.

O próprio Andrew foi acusado pela americana Virginia Giuffre de ter sido obrigada a manter relações sexuais várias vezes com o príncipe, o que ele nega.

Sob crescente pressão, o terceiro filho da rainha da Inglaterra anunciou em novembro seu afastamento da vida pública e quase não foi visto desde então.

De acordo com a tradição, Andrew "deveria receber uma promoção militar por ocasião de seus 60 anos", explicou uma porta-voz do Palácio de Buckhingham, mas "o duque de York perguntou ao ministério da Defesa se a promoção pode ser adiada até que sua alteza real retorne à vida pública".

A decisão foi anunciada um dia depois do governo ter informado que não hasteará bandeiras nos edifícios oficiais para 60º aniversário do príncipe.

Como um pequeno consolo, os sinos da Abadia de Westminster devem tocar em sua homenagem, como acontece tradicionalmente para os aniversários da rainha, de seu marido, o duque de Edimburgo, seus filhos, seu neto o príncipe William, a esposa deste, Catherine, e os filhos do casal.

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