Publicado 07 de Fevereiro de 2020 - 10h11

Por AFP

A instituição israelense encarregada de comemorar o Holocausto, Yah Vashem, publicou um pedido de desculpas pelos erros históricos que apareceram nos filmes exibidos durante a comemoração do aniversário de 75 anos da libertação do campo nazista de Auschwitz.

Durante as cerimônias realizadas no final de janeiro em Jerusalém e com a participação de mais de 40 líderes de todo o mundo, os curtas-metragens exibidos continham "imprecisões" que implicavam uma "apresentação desequilibrada dos fatos históricos", reconheceu Yad Vashem nesta segunda-feira.

"Os filmes não falam sobre a divisão da Polônia entre a Alemanha nazista e a União Soviética em 1939, ou da conquista da Europa Ocidental em 1940", escreveu em um blog Dan Michman, diretor do centro de pesquisa sobre o Holocausto de Yad Vashem.

"Esses curtas-metragens foram criados para fornecer contexto. No entanto, não refletem a complexidade da Shoah e da guerra", explicou.

"Além disso, os mapas mostram fronteiras erradas entre a Polônia e os países vizinhos e identificam erroneamente (alguns) campos de concentração como campos de extermínio", acrescentou.

Um porta-voz de Yad Vahsem contou à AFP nesta terça-feira que os filmes foram feitos pelo Fórum Mundial Shoah em "cooperação" com Yad Vashem.

O Fórum é liderado por Moshe Kantor, um bilionário russo próximo ao Kremlin e também uma figura proeminente da comunidade judaica russa.

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