Publicado 07 de Fevereiro de 2020 - 10h07

Por AFP

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que é um "guardião" do direito internacional no conflito palestino-israelense, a três dias de uma reunião no Conselho de Segurança em que os Estados Unidos defenderão seu plano de paz.

"Somos os guardiões das resoluções da ONU e do direito internacional", disse Guterres durante uma coletiva de imprensa. "Estamos totalmente comprometidos com uma solução de dois Estados (...) baseada no direito internacional, nas resoluções do Conselho de Segurança e na Assembleia Geral da ONU e nas fronteiras de 1967", acrescentou.

O plano americano, supervisionado por Jared Kushner, genro e consultor do presidente Donald Trump, está longe das resoluções adotadas até agora pelas Nações Unidas.

A proposta de Trump, entre outras concessões ao Estado de Israel, dá a este a autorização para anexar partes importantes da Cisjordânia, o território palestino ocupado desde 1967, que inclui o estratégico Vale do Jordão.

Além disso, propõe criar uma capital de um eventual estado palestino em Abu Dis, um subúrbio de Jerusalém. Os palestinos querem que toda Jerusalém Oriental seja a capital de seu Estado.

Washington solicitou uma reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança na quinta-feira para uma apresentação e defesa do projeto por Kushner.

Os palestinos confirmaram formalmente, por meio da Tunísia e da Indonésia, dois membros não permanentes do Conselho de Segurança, seu pedido de uma reunião do Conselho para terça-feira, 11 de fevereiro, com o presidente palestino, Mahmud Abbas, a fim de manifestar sua rejeição ao plano americano, disseram fontes diplomáticas.

Os palestinos têm a intenção de aproveitar essa reunião para apresentar um projeto de resolução ao Conselho, mesmo correndo o risco de que seja vetado pelos Estados Unidos. Neste caso, eles poderão recorrer a uma votação da Assembleia General, onde não existe veto.

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