Publicado 07 de Fevereiro de 2020 - 10h07

Por AFP

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira (4) que sua recente proposta de revisão constitucional não busca "prolongar seu poder", uma vez que seu mandato terminar em 2024.

"As emendas que propus são simplesmente ditadas pela vida. Adquiri a certeza, ao exercer minhas funções como presidente e chefe de governo, de que algumas coisas não funcionam como deveriam", disse Putin.

"Foi por isso que propus, não para prolongar meu poder", acrescentou o presidente, em reunião com representantes da sociedade civil.

"Deveríamos prolongar o poder do atual presidente? Acho que não", ressaltou Putin, que não poderá se candidatar em 2024, porque atingiu o limite constitucional de dois mandatos consecutivos.

Em janeiro, Putin surpreendeu o país, ao propor uma série de mudanças que transferem prerrogativas para o Parlamento, como a nomeação do primeiro-ministro, e reforça os poderes do presidente, assim como o papel do Conselho de Estado, até agora um órgão consultivo.

Na quinta-feira, os deputados russos aprovaram, por unanimidade e em primeira leitura, todas as emendas constitucionais.

O presidente disse hoje esperar que o texto seja adotado definitivamente daqui a pouco mais de três meses.

As reformas devem ser submetidas ao voto dos russos, mas ainda não foram anunciadas de que forma, nem quando isso acontecerá.

Para muitos analistas, Putin organiza essa reforma tendo em vista o período após 2024, quando seu mandato termina. O objetivo seria deixar o máximo de portas abertas para preservar sua influência no país, liderado por ele - como presidente, ou como primeiro-ministro - há 20 anos.

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