Publicado 07 de Fevereiro de 2020 - 10h04

Por AFP

O papa Francisco pediu nesta quarta-feira para o "mundo rico para acabar com a pobreza", dizendo que o planeta é capaz de superar as desigualdades, durante uma conferência no Vaticano sobre economia solidária e inclusão.

"Não estamos condenados à desigualdade ou paralisia diante da injustiça. O mundo rico e uma economia próspera podem e devem acabar com a pobreza", declarou o papa em uma intervenção que não estava agendada.

Entre as dezenas de participantes estavam, entre outros, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, o ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, e seu colega argentino, Martin Guzman.

"Devemos estar cientes de que somos todos responsáveis. Se existe pobreza extrema no meio da riqueza - que também é extrema - é porque permitimos que a lacuna se ampliasse para se tornar a maior da história", continuou Jorge Bergoglio, que fez da luta contra a pobreza e a desigualdade um tema central de seu pontificado.

"As pessoas pobres em países altamente endividados sofrem com a forte pressão tributária e um corte nos serviços sociais", denunciou.

Georgieva, por sua vez, retomou a mensagem do papa em seu discurso.

"Quais são as novas prioridades para a economia global? Deixe-me dar uma resposta curta, com as palavras do papa Francisco: "a primeira tarefa é colocar a economia a serviço das pessoas"", disse.

Ela também defendeu a "redução da desigualdade de oportunidades", que significa "investir nas pessoas, não apenas gastando mais em escolas, mas também melhorando a qualidade da educação".

Desejou ainda uma "globalização da esperança", a luta contra a corrupção e a evasão fiscal, enfatizando, no entanto, que "nenhum dos desafios econômicos que enfrentamos hoje será significativo em 20 anos se não enfrentarmos hoje o desafio das mudanças climáticas", outro tema caro ao papa argentino.

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