Publicado 07 de Fevereiro de 2020 - 10h03

Por AFP

O governo chinês adotou nesta terça-feira (4) novas medidas de confinamento que afetam milhões de pessoas em regiões próximas a Xangai, o coração econômico do país, com o objetivo de impedir o avanço do novo coronavírus, que segue em propagação e já matou 426 pessoas no país.

A quarentena afeta quase 12 milhões de moradores da cidade de Taizhou, em três distritos da localidade de Hangzhou e em outros três em Ningbo, todas na província de Zhejiangen, leste da China.

Uma das cidades fica a apenas 175 km da metrópole de Xangai, a cidade mais populosa do país e sede da gigante do comércio on-line Alibaba.

As autoridades de Zhejiangen ordenaram que apenas uma pessoa por casa deve sair a cada dois dias para comprar produtos de primeira necessidade.

Zhejiangen confirmou 829 casos, o maior número fora da província central de Hubei, cuja capital, Wuhan, é o epicentro do surto.

Até agora, mais de 56 milhões de pessoas estavam confinadas na província de Hubei. O novo coronavírus surgiu na cidade de Wuhan, capital da província.

Ao mesmo tempo, Hong Kong informou nesta terça-feira a morte de um homem de 39 anos que viajou em dezembro a Wuhan. Este é o segundo falecimento registrado foram do território continental chinês.

Hong Kong adotou medidas extremas para impedir o contágio e deixou abertas apenas duas pontes da passagem terrestre com a China continental, onde o coronavírus já infectou 20.400 pessoas.

O número de vítimas fatais na China continental é superior às provocadas há quase duas décadas pela Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS). O novo coronavírus, no entanto, tem uma taxa de mortalidade menor.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), que declarou na semana passada estado de emergência mundial, afirmou nesta terça-feira que a epidemia de pneumonia viral ainda não constitui uma "pandemia".

"Atualmente, não estamos numa situação de pandemia", termo que se aplica a uma situação de propagação mundial de uma doença, declarou à imprensa Sylvie Briand, diretora do departamento de Preparação Mundial para Riscos Infecciosos da OMS.

"Estamos em una fase de epidemia com múltiplos focos", disse.

Vários países enviaram aviões para repatriar seus cidadãos da China.

Um primeiro caso do novo coronavírus foi registrado em Bruxelas em um dos passageiros do voo que repatriou no domingo 250 pessoas, fundamentalmente europeias, da cidade chinesa de Wuhan.

Escrito por:

AFP