Publicado 07 de Fevereiro de 2020 - 10h01

Por AFP

O novo coronavírus, que matou 425 pessoas, provocou nesta terça-feira a primeira vítima fatal em Hong Kong e prossegue com uma propagação rápida na China, o que levou as autoridades a fechar mais duas grandes cidades do país e a restringir os deslocamentos de milhões de habitantes.

Os números mostram a dimensão da epidemia: a China tem mais de 20.4000 pessoas infectadas, apesar das medidas adotadas pelo governo para isolar regiões inteiras.

Nesta terça-feira entraram em quarentena quase 12 milhões de moradores da cidade de Taizhou e de três distritos da localidade de Hangzhou e outros três em Ningbo, todas na província de Zhejiangen, leste da China. Uma das cidades fica a apenas 175 km da metrópole de Xangai, a mais populosa da China.

As autoridades de Zhejiangen ordenaram que apenas uma pessoa por casa deve sair a cada dois dias para comprar produtos de primeira necessidade. Uma das áreas fechadas abriga prédios da administração do grupo comercial Alibaba.

A China luta para conter o vírus, que avança apesar das medidas sem precedentes adotadas pelo governo, incluindo o isolamento de mais de 56 milhões de pessoas na província de Hubei. O novo coronavírus surgiu na cidade de Wuhan, capital da província.

Hong Kong se tornou o segundo lugar fora da China continental a registrar uma morte provocada pelo coronavírus, um homem de 39 anos que viajou em 21 de janeiro a Wuhan.

Até agora, apenas as Filipinas haviam registrado uma morte fora da China continental, um homem de 44 anos natural de Wuhan.

A ex-colônia britânica foi particularmente afetada pela epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) em 2002-2003, que deixou 774 mortos, a maioria em Hong Kong. Na China continental foram 349 vítimas fatais.

Vários países enviaram aviões para repatriar seus cidadãos da China.

Um primeiro caso do novo coronavírus foi registrado em Bruxelas em um dos passageiros do voo que repatriou no domingo 250 pessoas, fundamentalmente europeias, da cidade chinesa de Wuhan.

Pessoas de quase 30 países viajaram neste avião, que fez escala no sul da França e depois seguiu para Bruxelas. "Todos os demais países foram avisados", disse a ministra belga Maggie De Block.

A pessoa que deu positivo nos exames "não tem sintomas e se sente bem", acrescentou

O Japão, que repatriou quase 500 cidadãos, colocou nesta terça-feira em quarentena o cruzeiro Diamond Princess, no porto de Yokohama, para verificar a saúde das 3.711 pessoas a bordo, depois que um passageiro que desembarcou em Hong Kong apresentou resultado positivo para o vírus.

As autoridades de Singapura anunciaram seis novos casos do novo coronavírus, quatro deles por contágios "locais", ou seja, dentro do território e não pessoas que foram infectadas na China.

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