Publicado 07 de Fevereiro de 2020 - 10h01

Por AFP

Dado o peso da China na economia global, tanto como mercado quanto como polo industrial, a epidemia de coronavírus já afeta multinacionais em todo mundo. Confira abaixo qual é a situação atual dos setores mais afetados:

Esse setor sofre o impacto da quarentena imposta a dezenas de cidades na China e com a proibição de viagens organizadas de chineses ao exterior para tentar conter a epidemia.

Alguns países também desencorajam seus cidadãos de irem para a China, enquanto outros suspenderam os voos desse país.

Várias companhias aéreas, incluindo Air France, British Airways, Air Canada, Lufthansa e Delta, suspenderam seus voos para a China continental. Sediada em Hong Kong, a Cathay Pacific tem sofrido um impacto particular. Nesta quarta-feira, pediu a seus 27.000 funcionários que tirassem três semanas de férias sem remuneração.

Populares entre os jogadores chineses, os cassinos de Macau estão fechados, assim como os parques da Disney em Xangai e em Hong Kong.

As lojas de departamento parisienses, escalas certas para os turistas chineses, estão extraordinariamente calmas. A indústria do turismo na Itália teme, por sua vez, uma perda anual de 4,5 bilhões de euros, de acordo com o laboratório de ideias Demoskopika.

Quanto aos cruzeiros, a MSC Cruises, a Costa Croisièrese a Royal Caribbean pediram que seus navios não parassem na China.

Finalmente, os cinemas chineses tiveram de fechar, enquanto as festividades do Ano Novo chinês foram fracas. Segundo vários especialistas, o déficit da Imax Corp, com sede no Canadá, é estimado entre US$ 60 milhões e US$ 200 milhões.

As fábricas chinesas da gigante taiwanesa Foxconn permanecerão fechadas até meados de fevereiro. Alguns funcionários ficarão em casa por mais 14 dias, para permitir que o período de incubação do vírus passe.

Existe o risco de uma reação em cascata entre os fabricantes de smartphones, telas planas e computadores, todos clientes da Foxconn. A Apple diz que está trabalhando em "planos de contenção" para compensar a queda na produção de seus fornecedores chineses.

A sul-coreana LG Electronics cancelou sua participação no Mobile World Congress, o maior salão de smartphones do mundo. Já a Huawei ainda não decidiu se participará do salão de Barcelona, que acontece de 24 a 27 de fevereiro.

Epicentro da epidemia, Wuhan também é um centro de grandes fabricantes de automóveis americanas, europeias e asiáticas.

Iniciada em um período de férias, a crise teve inicialmente um impacto limitado na produção, mas o vírus está se espalhando tão rapidamente quanto as ameaças potenciais que pairam sobre a produção chinesa.

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