Publicado 07 de Fevereiro de 2020 - 9h58

Por AFP

O grupo Al Qaida na Península Arábica (AQPA) reivindicou o tiroteio ocorrido em dezembro na base militar americana de Pensacola, na Flórida, no qual três marinheiros morreram, informou neste domingo o órgão de vigilância de movimentos extremistas Site.

"Em um discurso em formato de áudio de seu líder, Qassim al Rimi, [AQAP] reivindicou o ataque de dezembro de 2019 na base naval e aérea de Pensacola", no norte da Flórida, informou o Site.

Identificado pelo FBI como um oficial da força aérea saudita, Mohamed al Shamrani, de 21 anos, abriu fogo em 6 de dezembro na base da Marinha americana, causando três mortos e oito feridos. Mais tarde, foi abatido pela polícia.

Antes do ataque, o agressor havia postado no Twitter mensagens hostis contra os Estados Unidos, de acordo com o Site.

"Sou contra o mal e os Estados Unidos como um todo se transformou na nação do mal", publicou Shamrani.

"Não estou contra vocês simplesmente porque são americanos, não os odeio por suas liberdades, os odeio porque todos os dias vocês apoiam, financiam e cometem crimes não apenas contra muçulmanos, mas também contra a humanidade", escreveu na rede sociail.

Entre os 5.000 militares estrangeiros que seguem o treinamento nas forças armadas americanas, 850 são sauditas.

Após o tiroteio, Washington anunciou a expulsão de 21 militares sauditas que estavam treinando nos Estados Unidos, no contexto de uma investigação sobre o ataque que estabeleceu que esses militares haviam publicado "conteúdos ofensivos", "jihadistas ou anti-EUA" nas redes sociais, ou que incluísse conteúdo "pedófilo".

No entanto, a polícia federal não encontrou "nenhuma evidência de colaboração ou conhecimento prévio do ataque" por outros militares que continuaram o treinamento nos Estados Unidos.

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