Publicado 07 de Fevereiro de 2020 - 9h58

Por AFP

Após vários meses de campanha, sete debates transmitidos pela televisão e muitas desistências, os democratas dão a largada nesta segunda-feira (3) em Iowa, em uma eleição primária carregada de suspense para eleger o rival de Donald Trump na disputa presidencial de novembro nos Estados Unidos.

Dos 11 candidatos ainda na corrida, quatro brigam efetivamente pelo primeiro lugar nas últimas pesquisas, neste estado do meio-oeste dos Estados Unidos.

O senador por Vermont Bernie Sanders, que se define como socialista, tem vantagem. Atrás dele, estão o ex-vice-presidente Joe Biden; o jovem ex-prefeito da cidade de South Bend, Indiana, Pete Buttigieg; e a senadora por Massachusetts Elizabeth Warren.

A senadora por Minesota Amy Klobuchar apenas recentemente deu um salto nas pesquisas.

A votação desta segunda-feira à noite não será com cédulas, mas nas assembleias de eleitores conhecidas como "caucus", que começam às 19h locais (22h em Brasília) em cerca de 1.700 instalações distribuídas em Iowa.

Há meses, tanto os candidatos quanto os eleitores convocam, sobretudo, que se escolha a melhor opção para derrotar Trump nas urnas em 3 de novembro.

À medida que se acerca a esperada absolvição do republicano, na quarta-feira, no julgamento político em curso no Senado, sua presença se torna cada vez maior em Iowa.

E o presidente não hesita em comentar a corrida de seus potenciais rivais, os quais com frequência ironiza.

"Tenho apelidos para cada um deles", disse Trump à cadena Fox News no domingo. Sanders? "Um comunista". Biden? "Joe, o dorminhoco". Em relação a Warren, ela não "sabe dizer a verdade".

"Tudo começa em Iowa", lançou Sanders, de 78 anos, a seus partidários, reunidos em grande número.

Há quatro anos, o veterano senador por Vermont perdeu em Iowa para Hillary Clinton e, desta vez, espera que este estado rural e pouco povoado lhe sirva de trampolim.

Para isso, apoia-se nas minorias e nos jovens, "a geração mais progressista da história deste país", proclama.

"Saiam e batam às portas" para motivar os eleitores, convoca Sanders, insistindo que esta mobilização será chave para abrir uma vantagm em relação a Biden, de 77 anos.

"O mais importante é derrotar Donald Trump!", repete a senadora Warren, de 70 anos.

Àqueles que se preocupam com sua juventude, Buttigieg, de 38, cita Kennedy, Clinton e Obama. "Devemos ter o valor de esquecer as políticas do passado", afirma.

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