Publicado 07 de Fevereiro de 2020 - 9h55

Por AFP

Um ataque com faca, classificado como "terrorista", em uma rua comercial do sul de Londres deixou dois feridos neste domingo, informou a polícia, que matou o agressor.

O ato aconteceu dois meses depois do ataque com faca que deixou dois mortos na Ponte de Londres, em pleno centro da capital britânica, que levou o governo de Boris Johnson, a anunciar um endurecimento da legislação antiterrorista.

A agressão deste domingo aconteceu por volta das 14H00 (11H00 de Brasília) no bairro residencial de Streatham.

Depois de informar que agentes abriram fogo contra um homem que "esfaqueou várias pessoas", a polícia indicou que duas pessoas ficaram feridas.

"Esperamos atualizações sobre suas condições", afirmou a polícia no Twitter, em uma mensagem na qual também informou que o ataque foi "totalmente contido".

"Podemos confirmar que o homem no qual a polícia atirou por volta das 2H00 PM hoje em #Streatham High Road foi declarado morto", afirmou a força de segurança.

"As circunstâncias estão sendo examinadas, o incidente foi declarado terrorista", completa a nota.

No Twitter, o primeiro-ministro Boris Johnson agradeceu o trabalho dos serviços de emergência e mencionou "os feridos e os que se viram afetados".

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, também agradeceu a polícia e os serviços de emergência.

"Os terroristas querem nos dividir e destruir nosso estilo de vida. Em Londres, nunca deixaremos que consigam", escreveu em um comunicado.

Na televisão britânica, a deputada da região, Bell Ribeiro-Addy, explicou que uma das vítimas ficou gravemente ferida e que "a polícia vigiava [o agressor] há algum tempo".

A rua onde os eventos ocorreram foi isolada pelos agentes de segurança polícia, que mantinha os pedestres a vários metros de distância, segundo os jornalistas da AFP no local. Algumas lojas fecharam mais cedo que o normal e um helicóptero sobrevoava a área.

"Estava andando na rua e ouvi tiros, dois ou três. Todo mundo ficou parado", disse Sean Cochrane, 44 anos, à AFP, que estava em um pub local aguardando a autorização da polícia para deixá-lo voltar para sua casa, localizada dentro do perímetro de segurança.

"Nós nunca teríamos pensado que isso poderia acontecer em Streatham, é um bairro muito seguro e com uma grande diversidade", disse à AFP Jonathan Bartley, vereador eleito pelo partido Verde.

"É preocupante que o incidente tenha sido declarado "terrorista" tão rapidamente", acrescentou.

Gulled Bulhan, um estudante de 19 anos, declarou à agência britânica Press Association que viu o ataque.

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