Publicado 07 de Fevereiro de 2020 - 9h54

Por AFP

Os senadores republicanos justificaram o que certamente será a absolvição de Donald Trump no julgamento do processo de impeachment dentro de três dias, argumentando que, apesar de ter agido mal, as ações do chefe de Estado não merecem torná-lo o primeiro presidente americano da história a ser removido do cargo.

Antecipando sua absolvição, os pré-candidatos democratas à presidência tentam convencer os eleitores em Iowa, onde serão realizadas as primárias do partido nesta segunda-feira, mostrando cada um como o mais forte para fazer o que o Senado não poderá, ou seja, expulsar Donald Trump da Casa Branca.

Trump é acusado de pedir à Ucrânia para investigar seu rival democrata Joe Biden e de reter ajuda militar a Kiev para pressioná-la. Os republicanos concordam com essa parte.

"Não deveria ter feito isso, estava errado, diria que inadequado, inaceitável, ultrapassou os limites. A única questão é decidir o que fazer", afirmou o senador republicano Lamar Alexander à NBC neste domingo.

Alexander reconheceu que havia "montanhas de evidências" contra Trump. Mas "as pessoas" terão que decidir, afirmou.

"O que ele fez está longe de ser um ato de traição, corrupção, um crime ou um delito maior", acrescentou o senado, citando os critérios estabelecidos pela Constituição.

Seu colega Joni Ernst foi mais indulgente, mas disse à CNN neste domingo: "Eu provavelmente não teria feito o mesmo".

Os republicanos chegam alinhados no final do terceiro julgamento político da história dos Estados Unidos, depois de Andrew Johnson, em 1868 e Bill Clinton, em 1999 (nenhum foi destituído, o que exige uma maioria de dois terços do Senado).

A maioria republicana apoia o presidente e votará para não removê-lo, embora vários senadores, em face das evidências esmagadoras, não o absolvam completamente a nível moral.

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