Publicado 07 de Fevereiro de 2020 - 9h53

Por AFP

A União Europeia (UE) condenou nesta terça-feira (4) a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de autorizar o uso de minas antipessoais pelas forças militares de seu país fora da península da Coreia.

A decisão afeta "a norma global contra as minas antipessoais", que "salvaram dezenas de milhares de pessoas nos últimos anos", afirmou a porta-voz da diplomacia europeia, Virginie Battu, em um comunicado.

O bloco considera "inaceitável" o uso desse tipo de armamento, cujas principais vítimas são crianças, em sua maioria, recordou Battu.

"Essas armas são incompatíveis com o direito internacional humanitário", afirmou.

"A UE espera que os Estados Unidos continuem sendo parceiros e um importante provedor de assistência para ações contra as minas", acrescentou o porta-voz do chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.

Trump revogou, assim, a decisão de seu antecessor Barack Obama de cumprir parcialmente o Tratado de Proibição de Minas Antipessoais de Ottawa de 1997, ratificado por 164 países em todo mundo.

Os Estados Unidos não são signatários desta convenção, que proíbe o uso, a produção, ou a transferência desses dispositivos, e não usam este tipo de mina desde 1991, com exceção do Afeganistão em 2002.

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