Publicado 07 de Fevereiro de 2020 - 9h50

Por AFP

O ensaísta e crítico literário franco-americano George Steiner morreu aos 90 anos em sua casa de Cambridge, na Inglaterra - afirmou seu filho David Steiner ao jornal "The New York Times".

Nascido em 1929 em Paris, em uma família judia de origem vienense, Steiner foi professor nas prestigiosas universidades americanas de Princeton, Yale e Nova York, assim como em Cambridge e Genebra.

Seu tema predileto era a capacidade humana de escrever e falar, na qual baseou sua obra fundamental, publicada em 1967, "Linguagem e silêncio". Suas reflexões envolviam um espectro que ia da religião à música, passando pela pintura e história.

"O grande, o sutil, o exigente George Steiner deixa uma vertiginosa obra de erudição iconoclasta, atormentada pela monstruosidade engendrada pela grande cultura europeia", reagiu o escritor francês Jacques Attali no Twitter, em uma homenagem ao amigo.

"Com a morte de George Steiner, perdemos um grande pensador. Sua imensa erudição literária provocava felicidade em todos os o que o liam, ou escutavam", afirmou o ministro da Educação da França, Jean-Michel Blanquer.

O "New York Times" afirma, no entanto, que o escritor não era unanimidade: "os admiradores de Steiner encontravam sua erudição e seu argumentos brilhantes. Seus detratores o consideravam grandiloquente, pretensioso e com frequência inexato".

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