Publicado 21 de Janeiro de 2020 - 5h30

Uma nova forma de falsificação de placas de motos deperta a atenção da polícia na região de Campinas. Estão cada vez mais frequentes na região, falsificações de placas desses veículos - normalmente feitas em metal - confeccionadas em papel ou papelão. Além disso, os números e as letras, que identificam o veículo, são escritos à mão, de forma rudimentar. Com essa falsificação, os bandidos comentem crimes e tentam driblar as polícias e as câmaras de seguranças espalhadas por toda a região.

As placas fakes levaram o governador do Estado, João Doria (PSDB), a se pronunciar usando um tom bem-humorado em uma de suas redes sociais. “Quando você acha que já viu de tudo nessa vida, eis que dois criminosos que cometeram um roubo em Campinas tentam enganar a polícia adulterando a placa de uma motocicleta dessa forma”, escreveu ele em sua conta no twiter, a respeito da ocorrência em que a placa de papelão e escrita à mão. “Prenda-me, por favor”, acrescentou o governador. “Parabéns aos policiais militares da Rocam pelo trabalho”, finalizou o governador.

Somente na semana passada duas motos nessas condições, foram apreendidas por gentes de segurança, em casos distintos: um de roubo, com duas pessoas presas em flagrante e outra, um menor usou o veículo para comprar maconha em um ponto de drogas. Os casos aconteceram em Campinas e Louveira, respectivamente. As motos foram recolhidas. "Transitar com placa artesanal não é crime. Mas é crime fabricar placa artesanal”, disse o comandante da Guarda Municipal (GM) de Louveira, Jailson Rosa Batista.

Para a confecção do equipamento, os criminosos usam papelão ou plástico e sobre o material colocam fita isolante ou usam canetão preto para desenhar as letras e os números. Alguns, alteram apenas os números da placa original com o uso de fita adesiva.

Segundo Batista, apenas neste ano já foram apreendidas quatro motos com esse tipo de placa. Todos os veículos são de leilão. "Como pagam barato, se foram apreendidas, eles perdem pouco. Geralmente compram em leilão ou até mesmo em feira do rolo. Eles mesmo fabricam com números que eles escolhem, pois na maioria dos casos, a numeração, se pesquisada, não se refere a nada”, comentou.

No caso referenciado por Doria, a moto era ocupada por dois bandidos que praticaram roubo na noite da última quarta-feira em uma loja de materiais de construção, na Vila San Martin. Na fuga, eles toparam com policiais que patrulhavam o bairro e suspeitaram da placa.

Ma fuga, os suspeitos caíram no chão e foram pegos. Com eles, a corporação encontrou um revólver calibre 38 com numeração raspada, além de um alicate, uma quantia em dinheiro e um celular. Foi então que os policiais descobriram o roubo, efetuado em instantes antes. Os suspeitos já tinham passagem por roubo e tráfico de drogas.