Publicado 19 de Janeiro de 2020 - 10h55

Por Henrique Hein

Vista aérea do Terminal Mercado, que deverá ser o ponto de chegada e partida do ramal Ouro Verde do BRT: expectativa de 50 mil pessoas por dia

Leandro Ferreira/AAN

Vista aérea do Terminal Mercado, que deverá ser o ponto de chegada e partida do ramal Ouro Verde do BRT: expectativa de 50 mil pessoas por dia

A quantidade de pessoas que passa todos os dias pela região do Mercado Municipal de Campinas - o popular Mercadão - na região central de Campinas, deverá mais que dobrar com a inauguração do Sistema BRT (Bus Rapid Transit, Ônibus de Trânsito Rápido) no município. Pelo menos, essa é a expectativa do secretário de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Carlos José Barreiro.

Atualmente, os terminais do Mercadão têm uma circulação diária média de 20 mil passageiros. Para Barreiro, a tendência é que esse número ultrapasse as 50 mil pessoas após o término da obra, prevista para ser encerrada em junho de 2020. "O BRT vai permitir com que haja um volume de mais de 30 mil pessoas novas na região, porque a estrutura que está sendo montada será o ponto de chegada e saída do Corredor Campo Grande. Essas pessoas vão descer na estação e poderão ficar naquela região ou seguir viagem" , explica Barreiro.

Segundo o secretário, esse aumento vai refletir no movimento de consumidores no Mercadão haverá a necessidade de preparar local para atender esse crescimento, algo que começará a ser feito no começo de 2020, com uma ampliação de estrutura de serviços. As obras para serão viabilizadas por emenda parlamentar do deputado federal Carlos Sampaio (PSDB), no valor de R$ 490 mil. A previsão é lançar a licitação das obras já no início do ano.

Além dessa emenda, Campinas receberá também R$ 900 mil para recapeamento de diversas ruas, de emenda do deputado Gilberto Nascimento (PSC), e R$ 250 mil para sinalização turística, proposta do deputado Evandro Gussi (PV). No começo do mês, o prefeito Jonas Donizette (PSB) assinou os três convênios com a Caixa Econômica Federal (CEF) para receber os recursos do orçamento da União.

História

O Mercado Municipal é um espaço tradicional de encontro da população campineira e de suas variadas formas de expressão cultural. Ele foi inaugurado em 1908, para atender às novas necessidades de uma cidade em franco processo de urbanização, pois o antigo "Mercado das Hortaliças" (1886) se encontrava em condições precárias de uso. O mercado foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, em estilo mourisco, significando para Campinas a constituição de um espaço nobre de comércio e cultura. Suas dependências se distribuem entre boxes para armazéns, corredores de circulação e dois ambientes que sediaram a Companhia Funilense. Sua área total é de 7,7 mil metros quadrados, sendo 3,1 mil metros quadrados de área construída, mais estacionamento e 153 boxes para venda dos mais diversos produtos. O prédio foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) em 1982.

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Henrique Hein