Publicado 19 de Janeiro de 2020 - 10h44

Por Maria Teresa Costa

Vereadores comemoram encerramento do ano legislativo, em dezembro do ano passado: 33 cadeiras

Divulgação/CMC

Vereadores comemoram encerramento do ano legislativo, em dezembro do ano passado: 33 cadeiras

Campinas poderá ter 1,4 mil candidatos a vereador em outubro, número recorde nas eleições na cidade. Na última eleição, em 2016, a disputa envolveu 818 candidatos para as 33 cadeiras no Legislativo. O crescimento ocorre pelo fim das coligações nas eleições proporcionais e assim cada partido poderá colocar na disputa 50 candidatos, o que corresponde a 150% das cadeiras na Câmara Municipal.

Os partidos correm para formar chapas viáveis, mas nem todos lançarão chapa completa ou porque têm poucos filiados ou porque não cumpriram as metas da cláusula de barreira e ficarão fora da repartição do fundo partidário e do tempo de propaganda na televisão.

Uma das principais mudanças nas regras eleitorais se dará no ato do pedido de registro de candidaturas à Justiça Eleitoral, especialmente porque, com o fim das coligações, cada partido deverá, individualmente, indicar o mínimo de 30% de mulheres filiadas para concorrer no pleito. Os partidos políticos deverão, também, reservar pelo menos 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, para financiar as campanhas de candidatas no período eleitoral.

O MDB, segundo o presidente da legenda, Arnaldo Salvetti, já está com a chapa de vereadores montada e que será levada à convenção do partido que ocorrerá entre 20 de julho e 5 de agosto. A chapa tem 50 nomes, 25 deles são mulheres. Salvetti concorrerá a vereador.

O PSC está com dois terços da chapa formada. O que falta, segundo o presidente do partido, Professor Campos, será preenchido com nomes de pessoas de outros partidos que ele vem conversando ou que têm cargos na Administração. O PSC vai perder um vereador, Rubens Gás, que irá se filiar ao DEM na janela partidária em março. O partido, em conversa amigável, liberou o parlamentar, sem perda de mandato, para mudar de partido.

O presidente do DEM, Samuel Rossilho, informou que os nomes do partido para a Câmara estarão definidos até fevereiro, enquanto a presidente do PTB, Delegada Teresinha, disse que a chapa da legenda está em formação. O presidente do PDT, Francisco Soares de Souza, informou que há muitas pessoas se apresentando, interessadas em disputa. "Há muitas lideranças de bairros, profissionais capacitados. "Nós pretendemos lançar uma chapa forte para vereadores e também para prefeito", afirmou.

O processo de formação da chapa do PV teve início no meio de 2019, segundo o presidente do partido, Rogério Menezes. Nesse momento, informou, a fase é de capacitação dos pré-candidatos, mas ainda abertos às novas filiações. "Entre os filiados interessados serão selecionados os 50 nomes que representarão o PV em Campinas", disse.

O PCdoB, segundo a dirigente Márcia Quintanilha, está formando a chapa de vereadores. O PSOL também está em fase de definição dos pré-candidatos, segundo Marcela Moreira.

O PSB, segundo o presidente Wanderley de Almeida, já tem uma boa base formada. O PSDB tem 90% da chapa montada, segundo o presidente João Galassi. Os demais partidos correm também contra o tempo em busca de nomes competitivos para tentar ter uma bancada representativa na Câmara em 2021.

Pessoas físicas e “Fundão” vão sustentar campanhas

Os candidatos, como já ocorreu na eleição de 2018, terão dificuldades no financiamento de campanhas, que ficarão limitadas às pessoas físicas e os candidatos receberão recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário. As doações acabam ficando mais por conta de amigos e parentes.

Os recursos do fundo de campanha deve repetir o que ocorreu na eleição de 2018: grande parte será destinada aos candidatos que já são detentores de mandato eletivo ou aos candidatos "celebridades".

De acordo com a agenda eleitoral, vereadores poderão mudar de partido sem perder mandato entre 4 de março e 3 de abril e termina em 4 de abril o prazo final para que os candidatos estejam filiados a partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Maria Teresa Costa