Publicado 06 de Dezembro de 2019 - 9h53

Por Adagoberto F. Baptista

Alenita Ramirez

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Foto: Wagner – delegado-chefe da PF Campinas Edson Geraldo de Souza

A Polícia Federal (PF) de Campinas deflagrou na manhã de ontem, uma operação para desarticular uma associação criminosa que praticava fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para obter benefícios. Não houve prisões, uma vez que foram cumpridos mandados de busca e apreensão de computadores e documentos relacionados ao esquema. O delegado-chefe da PF, Edson Geraldo de Souza, disse que órgão calcula um prejuízo de cerca de R$ 1 milhão.

Denominada Inganno, que significa fraude, engano e dissimulação, a apuração do esquema começou em 2017 pela Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT), ligado ao INSS, que constatou a concessão de benefícios suspeitos de fraude.

Pelo esquema, foi observado que escritórios de contabilidade, dois em Campinas e um em Sumaré, usavam nove empresas de fachadas para inserir e justificar vínculos empregatícios e com isso conseguir alguns benefícios previdenciários, além do seguro-desemprego. De acordo com Souza, a associação criminosa usavam CNPJ de empresas que estão ativas, mas que na prática não estão em atividade. “Essa é apenas uma etapa da operação. As investigações seguem para apurar quantas pessoas participavam do esquema e quantas delas não sabiam”, disse o delegado-chefe.

A PF conseguiu identificar, até o momento, pelo menos 180 benefícios fraudulentos. Apesar de não apresentar números, o órgão federal afirmou que o seguro-desemprego foi o que mais teve concessão, em razão dos demais benefícios terem critérios como carência e idade, o que dificultava a imediata concessão. O CGINT calcula que se a fraude não fosse detectada, o prejuízo poderia chegar aos R$ 30 milhões.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Federal de Campinas. Os investigados vão responder por crime de estelionato, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informação e associação criminosa. As penas podem chegar a 15 anos de prisão.

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Adagoberto F. Baptista