Publicado 05 de Dezembro de 2019 - 14h53

Por Adagoberto F. Baptista

Alenita Ramirez

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Foto: Divulgação

A Polícia Civil prendeu anteontem, em Paulínia, um empresário de origem portuguesa apontado como o principal agenciador de negócios de uma organização criminosa. Mauro Cláudio Monteiro Loureiro foi capturado depois de investigações iniciadas em maio deste ano pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Ele foi detido em um condomínio de alto padrão, no Jardim Fortaleza, após de três dias de operação dos agentes. Foram apreendidos nove aeronaves e veículos de luxo, drogas e armas. O suspeito vai responder por associação ao tráfico e criminosa e lavagem de dinheiro.

O empresário estava em casa quando foi detido. No imóvel, os policiais encontraram um tijolo de cocaína, que funcionava como uma espécie de mostruário para os interessados em comprar a droga. A ação foi realizada por meio do cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Na casa também foram localizados veículos importados e nacionais - um Mini Cooper S, dois BMW X6, uma picape Volkswagen Amarok, Cam AM Maverick, uma motocicleta Harley Davidson, um Honda HR-V e um Volkswagen Voyage. Também foram apreendidas três pistolas, um revólver e uma espingarda calibre 12. Os aviões estavam em um hangar do aeroporto de Bragança Paulista e eles integravam uma frota para transporte de drogas, armas e dinheiro.

A operação também foi realizada em um escritório em Tatuapé, onde foi apreendido computadores usados em negócios e transferência de valores em bitcoin - dinheiro virtual.

De acordo com o Deic, a apuração sobre o esquema intensificou em agosto, quando outro integrante do crime organizado foi preso. Ele era responsável por movimentar dinheiro e drogas. Loureiro aparecia como doleiro na organização. No entanto, ele se revelou mais participativo na quadrilha, uma vez que tinha conhecimento na compra e venda de dinheiro e também das atividades comerciais dos criminosos. Ele tinha um posto de agenciador de prestação de serviços.

Ainda conforme o órgão, o empresário passou a resolver, principalmente, problemas de logísticas e lavagem de dinheiro. Ele agenciava aviões para transporte de drogas das principais regiões produtoras e também carregava armas para abastecer os criminosos e dinheiro de outros países para o Brasil.

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Adagoberto F. Baptista