Publicado 04 de Dezembro de 2019 - 18h22

Por Daniel de Camargo

Daniel de Camargo

AGÊNCIA ANHANGUERA

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FOTOS: DIVULGAÇÃO / ARQUIVO

O déficit da balança comercial cresceu 20,5% nas indústrias da região de Campinas entre janeiro e outubro de 2019 na comparação com o mesmo período do ano passado, mostram os últimos dados divulgados ontem pela regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Campinas. O valor passou de US$ 5,470 bilhões para US$ 6,589 bilhões. Anselmo Riso, diretor de comércio exterior da entidade, analisa que infelizmente os números ainda não são bons. Contudo, projeta que em 2020, alguns sinais de melhora serão percebidos, principalmente, se o dólar comercial for mantido num patamar favorável.

Riso explica que o déficit acumulado neste ano é maior do que em períodos anteriores em função da crise na Argentina, um dos nossos principais mercados de exportação. Entre janeiro e outubro deste ano, as indústrias da região exportaram US$ 2,810 bilhões ante US$ 2,945 bilhão no mesmo período de 2018. A somatória aponta um resultado cerca de 7% inferior. O diretor do Ciesp-Campinas espera que a relação entre os países não seja abalada em função da mudança de governo na Argentina. Há, comenta, a especulação de que o novo presidente imponha barreiras. Porém, pontua, "são historicamente nossos parceiros".

Paulínia importou em torno de US$ 3,3 bilhões entre janeiro e outubro de 2019, sendo responsável por 35,87% de todas compras realizadas do Exterior pela indústria regional no período. Campinas aparece logo atrás com US$ 2,548 bilhões, equivalentes a 27,12% desse tipo de operação. No que diz respeito às exportações, as posições dos municípios se invertem. Campinas exportou no período perto de US$ 896 milhões, enquanto Paulínia contabilizou US$ 721 milhões. Os valores representam 31,87% e 25,66% das operações de venda para outros países no período, respectivamente.

O levantamento do Ciesp-Campinas apontou que os produtos químicos diversos foi o principal segmento importador em outubro passado. Ao todo, foram movimentados pouco mais de US$ 307 milhões. Em seguida, máquinas, aparelhos e materiais elétricos, aparelhos de gravação e reprodução, partes e acessórios com aproximadamente US$ 264 milhões. Em terceiro lugar, os produtos químicos orgânicos foram responsáveis por cerca de US$ 186 milhões. Já nas exportações, o segmento que mais se destacou em foi o de máquinas, caldeiras, aparelhos mecânicos e suas partes, com cerca de US$ 45 milhões. Sequencialmente, produtos plásticos e derivados e produtos farmacêuticos com quase US$ 31 milhões e US$ 22,8 milhões, respectivamente.

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Daniel de Camargo