Publicado 04 de Dezembro de 2019 - 15h12

Por Adagoberto F. Baptista

Alenita Ramirez

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Foto: Wagner

Uma mulher de 48 anos foi achada morta dentro de sua casa, no Jardim Eulina, em Campinas, ontem de manhã. O corpo estava na sala, com diversas perfurações de faca. A principal suspeita da polícia é de latrocínio, já que a casa estava revirada e o celular da vítima não foi localizado. Se confirmada as apurações, este será o terceiro caso de roubo seguido de morte em Campinas neste ano. Em 2018, foram cinco casos ao longo do ano.

A família mora há dois anos na Rua Eduardo Edarge Badaró e na noite do crime Renata Aparecida Ferreira Barreto estava sozinha no imóvel. Ela era casada e tinha duas filhas jovens, que estavam na casa dos namorados. O marido da vítima havia ido para Santos, a trabalho.

Parentes acreditam que o crime tenha acontecido por volta das 22hs, já que 10 minutos antes o marido conversou por celular com a vítima. “Ele voltou a ligou as dez e cinco e ela não atendeu. Ele achou que ela tivesse dormido e parou de ligar, mas voltou a ligar hoje (ontem) pela manhã. Como não conseguiu contato, ligou para uma das filhas”, contou um parente da vítima, cujo nome foi preservado.

A filha e o namorado foram até o imóvel e encontraram a vítima desfalecida e ensanguentada na sala, com vários golpes pelo corpo. Eles acionaram a Polícia Militar (PM) que foi no local.

Havia lesões nas mãos de Renata, o que leva a polícia acreditar que ela tentou se defender durante o ataque.

Ainda conforme familiares, os criminosos chegaram a comer e beber refrigerantes durante a ação.

A Polícia Técnico- Científica, investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) foram no local e coletaram imagens do sistema de seguranças de imóveis nas proximidades. A reportagem apurou que há registros de uma pessoa passando na calçada da via. O material foi apreendido.

As suspeitas são de que o autor ou autores invadiram a casa pelo telhado. Ao lado existe um estabelecimento comercial. Para entrar no imóvel, o criminoso escalou o muro, cortou a cerca elétrica, passou sobre a cobertura da garagem e “caiu” no corredor lateral do quintal. Não houve arrombamento de portas.

Duas outras residências ficam ao lado da casa da vítima. Uma das vizinhas, Maria Rosa de Lima, de 69 anos, disse que ficou acordada até por volta da meia-noite e não ouviu barulhos. “Estou chocada. Qualquer barulho eu escuto e verifico o que se trata, mas nesta noite não percebi nada”, disse Maria Rosa, que mora no local há 19 anos e relata a circulação de usuários de drogas pela via durante a noite.

A rua fica paralela a Avenida Lix da Cunha, a principal via que dá acesso do centro para as cidades de Hortolândia, Monte Mor e Sumaré, além das rodovias que cruzam a cidade. Pelo local é costumeiro ver a circulação de usuários de drogas que costumam usar o viaduto do Balão do Tavares para dormirem.

Até a tarde de ontem, não havia informações sobre o enterro da vítima. As filhas estavam abaladas.

Entre os latrocínios deste ano estão de um casal octogenário que foi achado morto pela família após o feriado de junho, no bairro Ponte Preta, e de um vigilante de um vigilante de 48 anos, no Jardim Tropical, um mês depois. Os casos são investigados pela DIG e SHPP.

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Adagoberto F. Baptista