Publicado 05 de Dezembro de 2019 - 5h30

O déficit da balança comercial cresceu 20,5% na região de Campinas entre janeiro e outubro de 2019 na comparação com o mesmo período do ano passado, mostram os últimos dados divulgados ontem pela regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Campinas. O déficit passou de US$5,470 bilhões para US$6,589 bilhões.[TEXTO]

Anselmo Riso, diretor de Co[/TEXTO][TEXTO]mércio Exterior da entidade, analisa que infelizmente os números ainda não são bons. Contudo, projeta que, em 2020, alguns sinais de melhora serão percebidos, principalmente, se o dólar comercial for mantido num patamar favorável.

Riso explica que o déficit acumulado neste ano é maior do que em períodos anteriores em função da crise econômica na Argentina, um dos principais mercados de exportação do Brasil.

Entre janeiro e outubro deste ano, as indústrias da região exportaram US$ 2,810 bilhões ante US$ 2,945 bilhão no mesmo período de 2018. A somatória aponta um resultado cerca de 7% inferior.

[/TEXTO]O diretor do Ciesp-Campinas espera que a relação entre os países não seja abalada em função da mudança de governo na Argentina. Segundo ele, há especulação de que o novo presidente argentino imponha barreiras. Porém, pontua, "são historicamente nossos parceiros".

Paulínia importou em torno de US$ 3,3 bilhões entre janeiro e outubro de 2019, sendo responsável por 35,87% de todas as compras realizadas do exterior pela indústria regional no período. Campinas aparece logo atrás com US$ 2,548 bilhões, equivalentes a 27,12% desse tipo de operação.

No que diz respeito às exportações, as posições dos municípios se invertem. Campinas exportou no período perto de US$ 896 milhões, enquanto Paulínia contabilizou US$ 721 milhões. Os valores representam 31,87% e 25,66% das operações de vendas da região para outros países no período, respectivamente.

O levantamento do Ciesp-Campinas aponta que os produtos químicos diversos foram o principal segmento importador em outubro passado. Ao todo, foram movimentados pouco mais de US$ 307 milhões.

Em seguida, máquinas, aparelhos e materiais elétricos, aparelhos de gravação e reprodução, partes e acessórios totalizaram importações no valor de aproximadamente US$ 264 milhões. Em terceiro lugar, os produtos químicos orgânicos importados foram responsáveis por cerca de US$ 186 milhões.

Já nas exportações, o segmento que mais se destacou foi o de máquinas, caldeiras, aparelhos mecânicos e suas partes, com cerca de US$ 45 milhões. Sequencialmente, produtos plásticos e derivados e os produtos farmacêuticos perfizeram, respectivamente, quase US$ 31 milhões e US$ 22,8 milhões.