Publicado 08 de Dezembro de 2019 - 12h07

Por Da Agência Anhanguera de Notícias

Olívia e Francis Hime nos bastidores da gravação de Hoje (destaque), álbum de inéditas

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Olívia e Francis Hime nos bastidores da gravação de Hoje (destaque), álbum de inéditas

Os 80 anos de Francis Hime, completados em 31 de agosto, foram comemorados com alegria e muita música, “já que a música é um combustível inigualável” para o compositor, músico, arranjador e regente. Cercado por canções inéditas, parceiros recentes e de longa data e convidados especiais, Francis preparou um álbum comemorativo às oito décadas de vida, mais de cinco delas dedicadas à música, que foi lançado pela gravadora Biscoito Fino e está disponível nas plataformas digitais.

Com 12 faixas de inéditas, Hoje, traz parcerias de Francis Hime com Geraldo Carneiro, Paulo César Pinheiro, Olivia Hime, Adriana Calcanhotto, Thiago Amud, Herminio Bello de Carvalho, Tiago Torres da Silva, Ana Terra e Silvana Gontijo. “Há alguns meses acordei com uma melodia na cabeça. Isto nunca tinha me acontecido, e meio dormindo, meio acordado, passei a mão no celular e gravei-a toscamente, quase que balbuciando o canto, voltando a dormir em seguida. Dias depois recebi de meu parceiro português Tiago Torres da Silva um poema para que eu musicasse, e tive a ideia de sobrepô-lo àquele tema que me aparecera em sonho. O resultado nos deixou tão felizes que resolvi pensar na possibilidade de gravar um disco de inéditas, comemorando os meus 80 anos”, conta Francis sobre a origem do novo álbum. A partir daí, o compositor passou a enviar músicas para os parceiros fazerem letras.

Adriana Calcanhotto compôs a letra de Flores pra ficar e a gravou em dueto com Francis. “Mesmo na ponte entre Brasil e Portugal, ela conseguiu finalizar a letra para entrar no disco. Dividimos a faixa: vou mais para o agudo, e ela, mais para o grave. É uma letra linda”, pontua o compositor. Olivia Hime, parceira na música e na vida, surge como letrista em três canções e também nos vocais de Mais sagrado, dobradinha de Francis com Ana Terra, Pietá e Jogo da vida (ambas da Ópera do Futebol, de Francis e Silvana Gontijo), esta última em dueto com o compositor, músico e cantor mineiro Sergio Santos, mais um convidado do projeto.

Da nova safra dos Hime,Laura, composta para a neta mais nova do casal, ganhou uma bela interpretação solo de Chico Buarque. “Chico, meu compadre, é padrinho de Luiza, minha terceira filha, que por sua vez é madrinha de Laura, de modo que tem tudo a ver ele ter gravado essa música”.

Assim como Chico, Lenine também canta sozinho O tempo e a vida (Francis Hime/Tiago Torres da Silva), canção que deu origem ao disco e é “um fado que virou um blues”, segundo Francis. Parceiro mais constante nos últimos tempos, o poeta Geraldo Carneiro assina a letra de Samba Funk, “um samba rasgado com letra interessantíssima, que gravei com um time de excelentes músicos, como Jessé Sadock e Marcelinho Martins”, conta Francis, que entregou a outro parceiro das antigas, Paulo César Pinheiro, a tarefa de compor a letra de <CF461>Soneto da ausência.

Para Hermínio Bello de Carvalho, Francis mandou um tema instrumental que, em princípio, não teria letra. O compositor lhe mandou de volta Desdenhosa, choro que abre o álbum. Já com Thiago Amud, Hime compôs Sofrência, talvez o primeiro samba-sofrência de que se tenha notícia.

O novo álbum chega depois de Navega Ilumina, lançado em 2014, último de inéditas de Francis Hime que, em 2018, recebeu sua primeira indicação ao Prêmio Jabuti de literatura, na categoria Artes, pelo livro Trocando em Miúdos – as minhas canções.

Hoje tem direção musical e arranjos de Francis Hime, direção de gravação e mixagem de Paulo Aragão, um dos mais destacados arranjadores de sua geração, fundador e integrante do quarteto Maogani de Violões, e produção de Olivia Hime.

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