Publicado 07 de Dezembro de 2019 - 13h26

Por Daniel de Camargo


Wagner Souza/AAN

Reverência, gratidão e a certeza que seu legado jamais será esquecido foram os sentimentos que marcaram a missa de 7º dia do Padre Haroldo Rahm. A celebração foi realizada na manhã deste sábado (07), na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, nas dependências do Colégio Liceu, no Jardim Guanabara, em Campinas.

José Carlos, desempregado de 56 anos, que participa voluntariamente do programa de recuperação para dependentes químicos do Instituto Padre Haroldo (IPH), onde faz tratamento do alcoolismo, assegura ser um privilegiado por ter conhecido pessoalmente o Padre Haroldo. "Perdemos uma figura ilustre: um grande homem, evangelista e excelente ajudador de pessoas necessitadas", disse emocionado.

 

Raquel Cristina Gonçalves, empresária de 44 anos, acompanhou a filha, integrante do Treinamento de Liderança Cristã (TLC), movimento de evangelização de jovens que era acompanhado de perto pelo Padre Haroldo. Sobre ele, ela diz que só nos resta agradecer por sua vida.

Aos 100 anos, o afetuoso coração do Padre Haroldo parou de bater no último dia 30, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, logo após almoçar, na Casa dos Jesuítas em São Paulo, local em que já vivia há aproximadamente 18 meses.

Jesuíta, o sacerdote chegou como missionário em Campinas em 1964, onde estabeleceu residência e viveu por aproximadamente 55 anos. Nascido em 1919, em Tyler, no estado do Texas, nos Estados Unidos, naturalizou-se brasileiro e realizou seu trabalho, evangelizando, fundando paróquias, movimentos e inúmeras obras sociais que estão em funcionamento até hoje.

As últimas homenagens aconteceram no domingo passado, quando seu corpo foi velado no Paço Municipal de Campinas. Cerca de 6,5 mil pessoas foram até lá dizer adeus. O prefeito Jonas Donizete (PSB) decretou luto oficial de três dias no Município. No mesmo dia, Padre Haroldo foi conduzido em cortejo até o Mosteiro dos Jesuítas de Itaici, em Indaiatuba, onde foi sepultado sob o olhar de 600 pessoas, na cripta da igreja, onde também repousam outros padres jesuítas.

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Daniel de Camargo