Publicado 06 de Dezembro de 2019 - 10h51

Por Daniel de Camargo

Eventos de hoje e de amanhã marcam um ano da tragédia dentro da igreja

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Eventos de hoje e de amanhã marcam um ano da tragédia dentro da igreja

A Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (OSMC) realiza hoje e amanhã concertos especiais pela paz, um ano após o atentado na Catedral Metropolitana de Campinas que resultou na morte de cinco pessoas. Ambas as apresentações serão gratuitas e têm início previsto para as 20h. O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), destacou que a OSMC é o símbolo maior da cultura do Município. "Compareçam com as suas orações, para que possamos ter mais paz e também para que o próximo ano seja abençoado”, disse.

A regência será do maestro titular e diretor artístico da OSMC, Victor Hugo Toro. As apresentações contarão com as participações dos solistas convidados Gabriella Pace (soprano), Luisa Francesconi (mezzo soprano), Giovanni Tristacci (tenor) e Fellipe Oliveira (barítono), e dos grupos de canto Madrigal Vivace, Coro Contemporâneo de Campinas e Collegium Vocale Campinas.

O repertório reunirá duas obras emblemáticas: a Cantata 161, de Johann Sebastian Bach, e o Réquiem, uma missa fúnebre de Wolfgang Amadeus Mozart. “Ambas são peças sacras fundamentais para a história da música clássica, pois trazem o espírito de conforto, recolhimento e serenidade", destaca o maestro Toro.

Em 11 de dezembro de 2018, Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, entrou na Catedral e abriu fogo. No ataque, vitimou cinco pessoas, sendo que quatro morreram no ataque e a quinta no hospital, no dia seguinte. O atirador ainda feriu outras quatro pessoas, antes de se suicidar.

Na próxima quarta-feira, quando o atentado completará exatamente um ano, haverá uma missa às 12h15 em homenagem às vítimas, celebrada pelo monsenhor Rafael Capelato, pároco da Catedral. O ataque, comentou o monsenhor, gerou uma ferida. "Foi um momento de muita dor", recordou. Contudo, o sacerdote afirma que, ao mesmo tempo e em maior intensidade, foi possível vivenciar a força da vida, esperança e solidariedade.

Capelato assegura que, ao contrário do previsto por alguns, os fiéis não se afastaram da Catedral. Pelo contrário, se fizeram mais presentes. "A cruz não é derrota, é um trampolim para a vida", disse. Quase um ano depois, pontua o monsenhor, a Catedral permanece viva, aberta e acolhendo todos. "Continuamos em oração pelas famílias", encerrou.

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Daniel de Camargo